Parque das Aves: a interação do homem e a natureza
Parque das Aves: a interação do homem e a natureza
Ney de SouzaEm casaTucano em seu habitat: Parque das Aves, criado por um casal de ingleses, protege os animais e integra o homem com a natureza Entrar nos viveiros das aves, tocá-las e ter a sensação de que se está dentro do habitat natural delas é a filosofia que orienta o trabalho no Parque das Aves Foz Tropicana. A busca da máxima interação possível entre o homem e a natureza em cativeiro faz com que o parque tenha características únicas.
Criado em 1994 por um casal de ingleses, o parque é um misto de área de lazer, pesquisa e educação ambiental. Os 16,5 hectares abrigam cerca de 800 aves, de 180 espécies - algumas ameaçadas de extinção. São 800 metros de trilhas em meio a um pedaço de mata subtropical, na fronteira com o Parque Nacional do Iguaçu.
As aves que mais chamam a atenção são as ameaçadas de extinção, como a ararajuba, o mutum e o macuco. Para atender aos pedidos de vários visitantes, em abril foi inaugurada uma área para répteis. No local estão 20 jacarés - com duas ilhas, onde vive uma família de saguis -, e 10 jibóias.
Várias espécies de loris (aves naturais da Indonésia e Austrália) araras, mutum-do-sudeste - quase extinto -, jandaias e tucanos são algumas das aves reproduzidas com sucesso no parque. Com esse objetivo, foram construídos seis viveiros destinados exclusivamente à reprodução e fechados à visitação pública.
O projeto já conta com três casais e dois machos do papagaio-de-cara-rocha, cuja estimativa é de que existam apenas 4 mil exemplares dessa ave na natureza. O parque permanece aberto diariamente até as 17h30 e os ingressos custam R$ 9,00. Moradores de Foz e região pagam R$ 4,00. Mais informações pelo telefone 523-1007. (M.T.B.)





