Um vídeo mostra uma mulher dentro de seu veículo, um sedã médio, falando ao telefone, desenhando e escrevendo enquanto percorre as ruas de uma cidade da Suécia. As mãos não pousam no volante, mas o carro faz curvas, freia e para em semáforos corretamente. Desta forma a Volvo apresentou ao público, no Salão Internacional do Automóvel de São Paulo, que terminou no último dia 9, o conceito de carro autônomo. O objetivo da montadora sueca é colocar na rua 100 veículos do tipo até 2017, com consumidores comuns.
Equipado com sensores especiais, o veículo, nesta fase do projeto, dispensa o motorista em determinadas condições de trajeto. "O carro apresentado no Brasil está apto a andar seguindo as faixas, adaptando-se à velocidade do trânsito e interagindo com os outros veículos por conta própria", explica Jorge Mussi, diretor de pós-venda e assuntos governamentais da montadora.
Na Suécia, o projeto intitulado Drive Me tem apoio do governo. A assessoria da Volvo informa que ele ainda é um protótipo, com foco no desenvolvimento da tecnologia autônoma, ou seja, o sistema pode ser adaptado a qualquer carro da marca. Se ter um Volvo já é um sonho de consumo para quem prioriza tecnologia e segurança, ter um Volvo que dirige sozinho extrapola as concepções de veículo ideal. Infelizmente, não há previsão de quando nós, brasileiros, teremos essa novidade no mercado.
Imagine, agora, um mini-SUV (é estranho, mas imagine) que traz um drone como um de seus equipamentos. Trata-se do Kwid Concept, da Renault, pensado para facilitar a vida no trânsito das grandes cidades e focado nos jovens consumidores ligados em tecnologia. A ideia é que o drone siga à frente do carro enviando imagens do tráfego para o motorista por meio de uma câmera de alta definição acoplada ao painel. Uma revolução.
O quadro de instrumentos e o volante do Kwid ficam no centro da cabine e o motorista dirige sentado entre os passageiros da frente. A troca de marchas é feita por um botão localizado no painel. Os bancos parecem sofás. Tanto o design interno quanto o externo são ousados e possuem pontos em cores vivas e modernas. O Kwid deve estrear na Índia por US$ 7,5 mil.

Ultra-econômico


A Suzuki também investiu no conceito de crossover compacto e apresentou no Salão do Automóvel o Crosshiker, com capacidade para quatro pessoas e painel de instrumentos com três telas, onde são transmitidas informações do sistema de navegação. O volante lembra um manche de avião. Mas a grande sacada do compacto é a economia do motor 1.0 de três cilindros. Associada às tecnologias start-stop, já presente em muitos veículos comerciais, o Crosshiker também conta com sistema de regeneração de energia, sendo capaz de rodar 32 quilômetros com um litro de gasolina.

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