Parcerias com empresas são fundamentais
PUBLICAÇÃO
sábado, 19 de julho de 2008
Marcela Rocha Mendes<br>Equipe da Folha 
Curitiba - ''Infelizmente os clubes estão passando por uma situação difícil. Várias agremiações estão vendendo sedes e deixando de existir.'' A afirmação é de Ali Tarbine, vice-presidente do Sindicato dos Clubes (Sindiclubes) e presidente do 3 Marias Clube de Campo. Para ele, os clubes que não são administrados como empresas e que os sócios não usufruem de toda a estrutura têm pouca chance de se manter.
Segundo Tarbine, o 3 Marias está se mantendo por conquistar novos públicos. ''Conseguimos atrair as crianças e adolescentes com eventos para este público proporcionando um ambiente seguro, sem alcoól e cigarro. Formamos também um grupo de escoteiros. O pai vem no clube se o filho vem'', conta.
Outra necessidade é formar parcerias com empresas. ''Dificilmente um clube como o nosso se mantém somente com a mensalidade. Além do mais, existe a concorrência com shoppings e casas noturnas'', explica Tarbine. Segundo ele, a taxa de inadimplência no inverno chega a 30%. O 3 Marias atende a classe média e tem cerca de 1.500 sócios pagantes e 8 mil frequentadores.
Já o Graciosa Country Club, com 8 mil sócios, principalmente da classe A, tem uma administração confortável. Segundo o presidente do clube, o advogado Tobias de Macedo, a diretoria faz investimentos constantes, como a nova casa de festas ou uma compra de equipamentos caros para o campo de golfe. De acordo com Macedo, a taxa de inadimplência é baixa e, quando o sócio atrasa três mensalidades, a ação é automaticamente resgatada.
Para o presidente do Country, como é conhecido, a situação financeira tranquila é possível porque a administração é focada no que o sócio quer. ''Nós não oferecemos muitas atividades. Focamos basicamente no golfe, no tênis e no centro poliesportivo. Mas a localização e o público-alvo - trabalhamos com um número de ações limitado - também contribuem'', afirma.


