Sair do aluguel para a tão sonhada casa própria está exigindo disciplina, planejamento e um pouco de sacrifício da família do vendedor Edinaldo Manoel de Barros. Há pouco mais de um ano ele financiou 60% do apartamento em um residencial na Zona Leste de Londrina. ''Pagava R$ 400 de aluguel e, agora, entre a parcela do financiamento e o condomínio dá quase R$ 1 mil. Ainda tive despesas imprevistas com a mobília. Mesmo nos planejando, demoramos um ano e dois meses para ordenar as finanças'', lembra. Segundo Barros, a esposa, cabeleireira, voltou a atender algumas clientes para reforçar a renda. Os passeios também diminuíram. ''Antes não tínhamos dia para comer fora, ir ao cinema. Agora elegemos a sexta-feira como o 'dia da família''', afirma o vendedor.
A parcela do financiamento compromete 25% da renda de Barros. Embora tenha um prazo de 30 anos, ele pretende quitá-lo em 10 anos. ''Antes de contratar o crédito simulei no site da Caixa para saber se a prestação caberia no nosso orçamento. A cada dois anos posso usar o FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) para abater o saldo devedor e as parcelas são decrescentes'', informa. Cauteloso, o vendedor já paga um consórcio imobiliário e planeja fazer uma reserva para eventuais imprevistos. (C.V)

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