Paranaenses que residem nos Estados Unidos relataram momentos de tensão e medo que passaram ontem. Enivaldo Onório, de Londrina, trabalha em um restaurante na Ilha de Manhattan há quatro anos e mora a cerca de uma hora e meia do World Trade Center. Ele acompanhou toda a tragédia pela TV e disse por telefone que o clima é de pânico e desespero nas proximidades de Manhattan.



A jornalista paranaense Di Pinheiro estava no local do atentado ontem em Nova Iorque. Ela morou em Londrina e atualmente trabalha no edifício World Financial Center, exatamente em frente ao World Trade Center. Por telefone, contou que conversava com uma amiga num café, no momento da primeira explosão. Di relatou que as duas abrigaram-se no apartamento da amiga, a uma quadra do local. Com a queda de uma das torres gêmeas, elas decidiram sair do apartamento. ''Tivemos que pular pela janela'', disse. Já na rua, seguiram para o Babtery Park, às margens do Rio Hudson. De lá, foram retiradas por uma embarcação da Polícia Costeira junto com centenas de pessoas. Longe do local da tragédia, a jornalista seguiu para casa, em New Jersey.



O londrinense Gustavo Gomes Adolfo, 24 anos, mora em Washington há quatro anos. A mãe Maria de Lourdes Gomes Adolfo contou que o filho está terminando a faculdade de Comércio Internacional na Universidade de Marilyn e trabalha no Banco Nacional Americano. O prédio fica junto ao complexo que abriga o Pentágono, alvo de terroristas. Depois de conversar com Gustavo, ela informou que o filho foi barrado quando tentava tomar o metrô para ir à faculdade e orientado a voltar para casa. (Luciano Augusto, de Londrina)



Outra jornalista paranaense, Simone Delgado, 34 anos, viu pela janela do ônibus o fogo e a fumaça no World Trade Center. Ela falou com a Folha.

Como você ficou sabendo do atentado?
Simone - Estava indo trabalhar. Quando o ônibus passou por uma ponte tive a visão dos prédios pegando fogo.

Houve pânico entre os passageiros do ônibus?
S.D. - Todos ficaram apavorados. As pessoas choravam, tentavam usar o celular para se comunicar com a família. Quando cheguei no trabalho, recebi a ligação da minha mãe, que mora em Curitiba. Tive uma crise de choro.

Os atentados podem fazer você voltar ao Brasil?
S.D. - Pretendo ficar. Foi uma tragédia, mas também poderia acontecer em qualquer outro lugar. O pior de tudo é constatar que o mundo está em guerra. (Ellen Taborda, de Curitiba)

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