Paranaenses brilham no Fashion Rio-Verão 2006
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sábado, 18 de junho de 2005
Karla Matida Enviada ao Rio de Janeiro 
Apesar do inverno estar chegando pelo menos é o que indica o calendário as temperaturas estão altas pelo Brasil afora. Tanto nos termômetros quanto na ferveção dos últimos acontecimentos. Por conta das várias denúncias, o clima está quente em Brasília. No Rio de Janeiro, são os desfiles Verão 2006 que andam fazendo a diferença. Desde terça-feira, a cidade hospeda o Fashion Rio, evento que abre a temporada de lançamentos no Brasil. Por conta da conceituada moda praia brasileira, os olhos do mundo se voltam para as passarelas montadas no Aterro do Flamengo. Quarenta jornalistas internacionais de revistas, jornais e televisões estão na cidade para ver o que é que os cariocas têm.
Não por acaso, a sala onde acontecem os desfiles das grifes exclusivas de moda praia é a maior de todas as quatro, com capacidade para 1,5 mil pessoas. Um pouco mais quando se dá um jeitinho bem brasileiro, como na apresentação da Blue Man, na quarta-feira. Muita gente ficou em pé para ver beldades como a londrinense Michele Alves e a curitibana Isabeli Fontana.
Na quarta-feira, as atenções foram direcionadas para o trio Evandro Mesquita, Felipe Dylon e Paulo Zulu. O segurança brincalhão se perguntava o que é que o Zulu tinha que ele não tinha. Melhor questionar a fila de fãs que se formou ao redor do modelo para uma sessão de fotos. Moda mais celebridade é a cara do Rio de Janeiro. A começar pela platéia, quase sempre estrelada. No quesito globais, Zezé Polessa, Luiz Salem, Suzana Vieira, Samara Filippo, Dira Paes, só para começar uma lista grande. É bem verdade, que em edições anteriores, os fotógrafos tiveram mais trabalho para dar conta de mais
famosos.
No início deste ano, a primeira aparição de Gisele Bündchen em passarelas cariocas em sete anos promoveu uma cena inusitada. Uma primeira fila a cobiçada Fila A quase inteirinha formada por celebridades. Por pouco não sobraram lugares para jornalistas especializados que tamanha a importância da moda no Brasil hoje também já conquistaram seu lugar ao sol entre as estrelas. Alguns estilistas se recusam a começar seus desfiles se não tiver certeza de ter aquela cadeira especial preenchida. E dá-lhe atraso. Quinze minutos são aceitáveis. Meia hora é básico (mas irritante). Uma hora é insuportável, até porque um dia tem em média sete desfiles.
Negócios Hoje à noite, quando os Novos Estilistas encerrarem o evento carioca, cerca de 80 mil convidados terão visto, durante seis dias, 33 apresentações de grifes não só do Rio de Janeiro, como de São Paulo, Minas Gerais, Bahia e Santa Catarina. Terceira maior empregadora no Rio de Janeiro (perdendo apenas para o setor químico e alimentício), a indústria da moda é coisa séria no Estado. Não por acaso, o Fashion Rio é uma iniciativa da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), que apóia e participa ativamente da agenda.
Glamour, badalação e Gisele Bündchen fazem parte sim, mas há também o lado comprometido com os negócios. E os números não mentem. O Fashion Business, bolsa de negócios com a participação de quase 200 grifes, deve faturar entre R$ 350 milhões a R$ 400 milhões nesta edição. Na edição de inverno, que aconteceu em janeiro, foram fechados contratos no valor de R$ 300 milhões. Sim, a moda é vender.
A jornalista Karla Matida viajou ao Rio de Janeiro a convite da organização do evento


