Arquivo Folha

NUNCA MAISAs Sete Quedas, em Guaíra, desapareceram com formação do lago de Itaipu. Em 1981, acidente com ponte pênsil no local matou 33 pessoas

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COXA CAMPEÃOO Coritiba conquistou o título brasileiro em 1985, batendo o surpreendente Bangu na final. Em 1977, o Londrina ficou entre os quatro finalistas.

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JOGOS ECOLÓGICOSEm 1997, a Costa Oeste do Paraná sediou os Jogos Mundiais da Natureza, com disputas de rafting, balonismo, vela e outras 10 modalidades.





Paranaenses ajudaram
a derrubar a ditadura
A década de 60 lançou as bases para uma arrancada efetiva do Paraná a caminho de um desenvolvimento acelerado. Ney Braga proporcionou os meios para a integração e a infra-estrutura. Paulo Pimentel deu solidez ao processo, oferecendo apoio à produção, produzindo uma fase de crescimento efetivo da economia. Na época, cunhou um programa que objetivava transformar o Paraná em segundo Estado da Federação, o que significava reconhecer que seria praticamente impossível superar o primeiro, São Paulo. Ainda que não se tenha atingido este objetivo, é inegável que houve, naqueles anos, um crescimento real no setor econômico.
Na política, porém, as coisas continuavam complicadas. O regime totalitário, insatisfeito com alguns resultados das eleições para governador, em 65, resolveu acabar com os antigos partidos, criando um bi-partidarismo com finalidades claras: quem entrava no partido do governo era amigo, quem ficava fora era inimigo. E ser inimigo implicava em correr riscos. Ao mesmo tempo, também decidiu-se tirar do eleitor o direito de eleger diretamente os governadores e prefeitos das capitais.
A ditadura não queria correr riscos. Deixava uma área muito pequena de manobra para o povo. Era pequena a margem, porém, foi suficiente para a grande reação que resultou na derrubada da ditadura e que teve uma participação forte dos parananeses.
Londrina viveu este tipo de reação desde o começo. A mais importante cidade do sul do país a ter eleições diretas para governador, Londrina elegeu no primeiro pleito da nova era um candidato da oposição, o médico Dalton Paranaguá. E formou, também, uma forte bancada de membros do MDB, a oposição, na Câmara. Surgiam aí alguns nomes (como os de Álvaro Dias e Antônio Belinati) que estão fazendo História desde então, no Estado.
Em termos estaduais, porém, a Revolução, usando seus métodos, mantinha o controle e dava ao Paraná, para suceder Paulo Pimentel, o então deputado Haroldo Leon Peres que jamais havia atingido uma condição capaz de torná-lo um nome para o governo. E Leon Peres não ficou muito tempo. Numa época em que havia muitas denúncias, algo veladas de corrupção (não se podia falar ou escrever a respeito, devido à censura), Peres foi considerado culpado em negociatas e teve de renunciar. A ‘Folha’ antecipou a notícia da renúncia forçada, o que valeu a apreensão de boa parte da edição daquele dia, por um pecado: antecipou a verdade.
Arquivo FolhaA GRANDE PONTEApós 12 anos de obras e interrupções, foi inaugurada em janeiro de 1998 a ponte sobre o rio Paraná, unindo Guaíra (PR) a Mundo Novo (MS). Recebeu o nome de Ayrton Senna e tem 3.598 metrosQuem sucedeu Leon Peres foi o destacado e respeitado paranaense Pedro Viriato Parigot de Souza, que já ostentava uma brilhante folha de serviços em benefício do Estado. Entretanto, seu estado de saúde obstou sua vontade e Parigot morreu no exercício do cargo, sendo substituído por Emílio Gomes, que levou o mandato ao final com toda a disposição.
A oposição crescia, no Paraná. Em Londrina, sucediam-se os prefeitos do MDB: depois de Paranaguá era eleito José Richa, sucedido por Antônio Belinati. O pior, para a ditadura, porém, veio em seguida, nas eleições para o Congresso. A oposição não apenas aumentava sua participação como elegia, contra toda a pressão da ditadura, o londrinense Francisco Leite Chaves para o Senado.
Voltava a brilhar a estrela de Ney Braga que conseguiu influir na escolha de seu sucessor, o empresário Jaime Canet Junior que realizou um mandato produtivo, com obras que marcaram época e serviram para ampliar a integração e o progresso do Paraná.
Foi durante o governo Canet que o Paraná sofreu uma das mais duras geadas de todos os tempos. A agricultura foi quase arrasada. Usando com rara habilidade o fato de ser também um homem da lavoura, Canet conseguiu restaurar a confiança do povo, com uma campanha que marcou época e deu certo, garantindo a reconstrução da agricultura, base para manter o Paraná na linha do crescimento.

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