Paranaense deixa o salário de R$ 2 mil em Cambé
O sonho de montar seu próprio negócio levou o encarregado industrial Paulo César Arvelino, 25 anos, a deixar seu salário de R$ 2 mil para tentar ganhar mais dinheiro fora do Brasil. Morador de Cambé (13 km a oeste de Londrina), desde pequeno o jovem ouvia sua mãe dizer que para conseguir algo na vida teria que sair do País.
Os conselhos da mãe aliados à experiência de duas amigas que viajaram para a Nova Zelândia e conseguiram bons empregos, incentivaram o rapaz a buscar uma vida melhor. Em março de 2005, Arvelino e dois amigos começaram os preparativos para a viagem, marcada para o dia 4 de maio. Conseguiram emprego e casa para morar na cidade de Dlenhin, ao sul do país. Compraram as passagens e foram embora. ''Lá, na colheita de uvas, nós iríamos ganhar 40 dólares neozelandeses por hora, cerca de R$ 9 mil por mês. E em dois anos eu conseguiria abrir uma negócio no Brasil'', projetou.
Após passarem pela conexão em Buenos Aires, na Argentina, os três jovens foram barrados no aeroporto de Auckland, na Nova Zelândia. O motivo, não conseguiram convencer o oficial da imigração que estavam no país apenas para fazer turismo. ''Ele me perguntou se eu sabia quanto custava um táxi ou um ônibus ali. E eu disse que não sabia porque não conhecia o país'', relata Arvelino.
Natural de Faxinal, Arvelino acredita que aquela resposta foi suficiente para o oficial da imigração deportá-lo. Assim como ele, os amigos também foram interrogados com a ajuda de um intérprete. ''Nós só conhecíamos os lugares que a agência de viagens tinha passado como roteiro de turismo. Mas nem sabíamos o que encontrar em cada local'', relembra. A falta de preparação colocou um ponto final na aventura dos jovens.
Depois de passar oito horas no aeroporto, Arvelino e os amigos foram escoltados até o avião para voltarem ao Brasil. ''Eles recolheram nosso passaporte e só devolveram na Argentina'', conta. Apesar disso, Arvelino não desistiu do sonho, mas aprendeu que precisa se preparar melhor para viajar para outro país.
''Agora pretendo fazer um curso de inglês'', afirma. O jovem, que felizmente, voltou para o antigo emprego, garante que a nova tentativa de sair do País, será com visto e trabalho garantido. ''Conheci um homem no avião que ficou de me avisar se conseguisse algo para mim na Irlanda'', revela. Os outros dois rapazes tiveram que procurar novos empregos e não querem falar sobre o caso.(C.R.)





