A sericicultura é um processo milenar que teve início na China e atualmente gera renda e emprego para o homem do campo. A produção brasileira abastece o mercado interno e também o internacional. O Brasil é um dos maiores exportadores da seda e comercializa a matéria-prima com os Estados Unidos, Japão e outros países do continente europeu.

O Paraná se destaca neste cenário e é responsável por cerca de 95% da produção de fio de seda no país. Para Edson Pellegrini de Oliveira, engenheiro agrônomo do Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), ainda é preciso investir em mais criadores do bicho da seda, tendo em vista que o Brasil é o maior exportador da América do Sul. "O processo de criação é bem tranquilo e simples, e apenas uma parte é realizada no barracão do produtor. A outra é feita na indústria para garantir a qualidade do produto final, a seda", afirma.

O ciclo industrial da seda pode ser conferido durante a ExpoLondrina 2012 na unidade da Sericicultura da Via Rural. A demonstração in loco de cada uma das etapas – desde a eclosão do ovo do bicho da seda – atrai produtores interessados em investir na cultura, além de grupos escolares.

A exposição é uma aula de biologia. Para os estudantes é uma oportunidade única de acompanhar o desenvolvimento do bicho da seda até a sua transformação em crisálida – fase em que a lagarta se recolhe dentro do casulo para tecer. Todo esse trabalho é realizado pelo produtor no barracão e dura 28 dias. "O bicho é alimentado por folhas e passa pelas chamadas dormidas, processo que estimula o seu crescimento. Após esta etapa de cuidado do homem, os casulos são vendidos para as indústrias, onde será confeccionada a seda", afirma o engenheiro agrônomo.

Na indústria é feita a secagem. Neste procedimento a crisálida é sacrificada. Caso este processo não seja realizado, a crisálida pode se tornar uma mariposa e destruir o casulo. "Cada ovinho produz em torno de mil metros de fio de seda, em um único fio", explica Pelligrini. "É o fio mais nobre da natureza, ele é três vezes mais resistentes que o fio de aço", finaliza.

José Donizete visita a unidade da sericicultura na Via Rural há seis anos. Anos. "É muito interessante. Não me canso de olhar, penso comigo como pode um bichinho produzir um tecido tão deslumbrante", analisa.

Com informações da Emater.

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