Paraná investe no turismo ecológico
O contato com a natureza e a vida rústica do campo estão na base dos pl anos para atrair visitantes ao Estado
Arquivo FolhaO Cânion do Guartelá, o sexto maior do mundo, é o local preferido pelos jovens que gostam de acampar e de aventuras
Miranda Auster
De Curitiba - Especial para a Folha
Falar em turismo no Paraná sempre significou falar das Cataratas do Iguaçu. Mais recentemente, os alternativos lembrariam os acampamentos no Cânion do Guartelá. Mas outra atração vem se impondo aos poucos, de mansinho, e de forma democrática inclui grande parte dos municípios do interior o chamado eco-turismo, ou turismo ecológico.
Já são dezenas de fazendas e estâncias espalhadas especialmente pelos Campos Gerais que investem no contato com a natureza e na vida rústica e simples para fazer a alegria das pessoas que querem fugir do dia-a-dia urbano. Elas oferecem passeios a cavalo, caminhadas ecológicas e convivência com animais e com a rotina das atividades rurais.
Outro filão que explora o lado saudável da vida, ou a reconquista dele, está no que pode ser chamado de roteiro da saúde, ou seja, locais para descanso, spas, um hospital naturista e até um mosteiro para quem busca o silêncio e a paz. É quase um cinturão localizado em cidades próximas a Curitiba.
O Paraná dispõe ainda de 2 milhões de hectares de áreas naturais que se prestam ao turismo ecológico. São três parques nacionais, cinco estaduais, uma estação ecológica e uma reserva natural, adequados aos mais observadores da natureza.
Plano Um plano, algo ambicioso, foi desenvolvido pelo governo do Estado para incrementar o turismo auto-sustentável. Temos grande vocação para o turismo natural e é isso que vamos explorar, afirmou o governador Jaime Lerner ao apresentar o plano, há poucos meses, para 150 prefeitos paranaenses. O plano mostra o potencial geográfico e da biodiversidade, e resgata a história das etnias no Paraná.
Com recursos do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), cerca de US$ 140 milhões vão ser aplicados em 93 municípios, dentro de sete grandes projetos regionais Costa Oeste, Vale do Iguaçu, Costa Norte, Serra do Mar e Litoral, Região Metropolitana de Curitiba e Campos Gerais.
O projeto voltado aos Campos Gerais beneficia os municípios de Castro, Ponta Grossa, Tibagi e Carambeí, por onde passa a antiga estrada de Viamão, o chamado Caminho dos Tropeiros. A idéia é explorar a paisagem exuberante da região, que inclui Vila Velha, a Lagoa Dourada e o Cânion do Guartelá, o sexto maior do mundo.
Outras ações envolvem a região de Londrina e Maringá, seguindo o Rio Paranapanema até o reservatório de Xavantes; a construção de um terminal de passageiros em Paranaguá, para receber os grandes navios de cruzeiro; um plano especial para a região Sudoeste, aproveitando os lagos do Iguaçu, as reservas indígenas de Chopinzinho e Mangueirinha e a gruta de Santa Emília, em Barracão.





