Para PM, falta ainda educação
O major Douglas Dabul, chefe da Seção de Planejamento do Comando de Policiamento da Capital (CPC), relata que há alguns anos a Polícia Militar mantém um trabalho padrão para evitar brigas de torcidas em Curitiba. Antes de clássicos ou outros jogos importantes, são realizadas reuniões com representantes das organizadas. Outros cuidados são escolta até o estádio e patrulhamento nos principais trajetos no dia da partida.
Durante o jogo, o isolamento das torcidas ainda é necessário. ''Dependendo do momento, na saída do estádio, é equacionado que torcida sai primeiro'', diz Dabul, que acredita que a situação melhorou em Curitiba. ''O que falta ainda é educação, respeito por quem torce pelo outro time. Houve uma certa mudança no comportamento das torcidas, mas a partir do momento em que houve reuniões, escolta... Não foi totalmente uma alteração de consciência. Contribuem o anonimato e o comportamento de massa característicos de uma torcida. A pessoa até pode ser pacífica, mas nessas circunstâncias se transforma'', afirma Dabul. (F.G.)





