Curitiba - O ano inteiro sem fazer exercício físico e descuidando da alimentação, mas, no Carnaval, o folião decide enfrentar uma rotina de 8 horas de micareta regada à álcool, euforia e muito calor. Já que a prevenção foi deixada de lado, moderação é a palavra chave para não sobrecarregar o coração nessas horas.
De acordo com o cardiologista Pedro Henrique Reis, coordenador do Centro de Reabilitação Cardíaca e Medicina do Esporte Fisiologia do Exercício do Hospital Cardiológico Costantini, quem tem dúvida se aguenta uma ‘‘folia mais pesada’’, deve optar por algo mais tranquilo, como um camarote.
‘‘Além daquelas pessoas que se encaixam nos fatores de risco como portadores de doenças cardíacas, hipertensos, diabéticos, obesos, homens acima dos 45 anos e mulheres acima dos 55 ou quem tem histórico de doença na família também deve ter um cuidado extra’’, explica.
Mas, se ainda assim a pessoa não dispensa a festa, deve estar atenta a alguns sintomas que podem sinalizar um problema cardíaco. ‘‘Aquela dor no peito que parece um aperto, um cansaço desproporcional, falta de ar, palpitações, batimento acelerado, queda de pressão, tontura e sensação de desmaio podem estar associados à doença do coração’’, conta Reis.
Mesmo uma dor no estômago que demora a passar não pode passar despercebida. ‘‘Tem que ficar atento e, ao menor sinal, procurar uma emergência o quanto antes. Um problema tratado no início tem maiores chances de um resultado positivo’’, recomenda.
Segundo Reis, como boa parte das pessoas que sofre algum tipo de mal relacionado ao coração desconhece, por ser assintomático, a recomendação é que, antes de cair na folia, quem está no ‘‘grupo de risco’’, é tabagista e/ou sedentário faça uma consulta médica.
Mas, nem tudo está perdido. A regra para quem quer aproveitar o carnaval e cuidar da saúde do coração é moderação. Uma alimentação regrada, muita hidratação e um período de sono compatível com a ‘‘farra’’, sem utilizar remédios para isso, é a receita para o corpo aguentar as condições adversas da folia.

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