Para o bem de todos
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quinta-feira, 30 de outubro de 2014
Michelle Aligleri<br>Reportagem local 
A segurança no trabalho é fundamental para funcionários de qualquer função e em em qualquer setor da economia. Na construção civil os cuidados devem ser redobrados porque um acidente pode custar a vida do colaborador. Para evitar soterramentos, choques elétricos, quedas e outras situações perigosas, empregados e empregadores devem dividir as responsabilidades. Não adianta a empresa disponibilizar Equipamentos de Proteção Individual (EPI) se os funcionários não forem orientados sobre a importância e não se dispuserem a usá-los. A parceria deve visar o bem-estar do trabalhador, mas a longo prazo interfere positivamente na produtividade da empresa. É o tipo de situação onde os dois lados da balança ganham igualmente. Funcionário protegido trabalha motivado e melhor, ao mesmo tempo que o afastamento de um colaborador por motivo de doença traz custo adicional para a empresa, desestrutura a equipe e atrasa o andamento da obra.
Visando à segurança do trabalhador, muitas empresas desenvolvem sistemas de trabalho diferenciados a fim de estimular os cuidados pelos funcionários e orientar sobre o uso de EPIs. Este é o caso da A.Yoshii, o diretor de Recursos Humanos do grupo, Aparecido Siqueira, explica que na empresa a questão é tratada como prioridade. "Mensalmente fazemos uma avaliação sobre os assuntos estratégicos e temos um momento onde abordamos a questão da segurança. O nosso objetivo é trabalhar com o mínimo de acidentes e ficar abaixo dos índices estabelecidos pela Organização Internacional do Trabalho", comenta.
A conscientização dos colaboradores sobre as normas de segurança do trabalho é meta das empresas e para alcançar este objetivo a construtora Artenge optou por incluir um técnico de segurança em todas as obras. "O funcionário recebe acompanhamento do técnico desde o momento que é contratado pela empresa. A obra é muito dinâmica, a função desse profissional é zelar pela segurança e bem-estar de todos que trabalham no canteiro", salienta a coordenadora de Relações Humanas da empresa, Érica Fernandes.
Os indicadores de acidentes criados pela empresa ajudam os gestores a acompanhar os acidentes de trabalho, por obra, por ano e por tipo. "A nossa preocupação é principalmente em cima da qualidade de vida do colaborador, é importante que tenha uma equipe mais produtiva que tenha qualidade e segurança", explica. Ela acrescenta que atualmente os colaboradores seguem as normas de segurança com mais tranquilidade. "Antes havia resistência em relação ao uso do protetor solar e do creme ocupacional, que serve para fazer uma proteção química da pele quando em contato com tintas e concreto, mas hoje eles usam sem problemas", afirma.
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