Entre flores e tanques de guerra, dois brasileiros viveram uma situação inusitada há três anos, quando foram pesquisar novas espécies de orquídeas na Colômbia. ‘‘As flores estavam numa região de acesso proibido, destinada ao treinamento de guerrilheiros’’, conta o especialista Lineu Robert.
Embora os pesquisadores tivessem uma carta de recomendação, assinada por uma orquidófola colombiana, foram recebidos por metralhadoras. ‘‘Explicamos que estávamos em missão de paz, que precisávamos apenas estudar as plantas, mas os guerrilheiros nos receberam na defensiva, armados até os dentes’’.
Após ser desfeito o mal-entendido, os brasileiros foram recebidos e puderam iniciar seus estudos, em meio ao treinamento dos soldados. ‘‘No final das contas, os próprios guerrilheiros acabaram nos ajudando a retirar e selecionar as orquídeas’’, lembra Robert.
Na mesma viagem, os pesquisadores encontraram com índios nativos, que cultivavam espécies até então desconhecidas da flor. ‘‘Adquirimos algumas mudas à US$ 10 cada, as trouxemos para o Brasil e hoje já temos várias descendentes’’.

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