Para mudar a sorte, artistas mudam até de nome
PUBLICAÇÃO
sábado, 17 de setembro de 2005
Lola Felix<br> Agência Estado 
Celebridade em decadência adora culpar as forças do mal pela falta de sorte. Quantas vezes já se viu alguma admitindo que ''falta talento'' ou então que ''o mundinho artístico é assim mesmo, cheio de altos e baixos''? E na área dos assuntos ocultos, a numerologia vem conquistando os famosos ou aspirantes a celebridades desde o começo dos anos 90, quando a então Sandra Sá colocou um
Desde então, vários artistas brasileiros experimentaram a mudança de nome. Baby Consuelo virou Baby do Brasil, Núbia de Oliveira mudou para Núbia Óliiver e, mais recentemente, Aline Moraes dobrou o 'n' de seu nome.
Na numerologia aplicada por Aparecida Liberato, chamada pitagórica, os números servem para direcionar melhor o talento de cada um. Cada letra equivale a um número de 1 a 9. Para saber qual a energia de seu nome, a pessoa precisa somar letra por letra e, dessa soma, obter um número de 1 a 11. Cada um desses números traz uma energia.
O 1 traz a energia dos grandes desafios e lideranças. O 2, do equilíbrio. O 3 traz a da comunicação, dos artistas. O 4, da organização e trabalho. O 5 tem uma energia relacionada com a criatividade e a sedução. O 6, com o amor. O 7 tem a ver com a reflexão. O 8 é o número das pessoas poderosas e autoritárias. O 9, das influentes e preocupadas com o bem comum. E o 11 abre as possibilidades da pessoa se realizar seja qual for seu objetivo.
Vários artistas, no entanto, só ficam em alta por algum tempo depois de mudarem de nome. Foi o que aconteceu com a modelo Núbia Óliver, cliente de Aparecida. Em 2002, um mês depois de mudar seu nome de nascença, Núbia de Oliveira, para Núbia Ólive, ela foi convidada para participar da Casa dos Artistas, no ''SBT''. Hoje, depois de outra mudança, a bonitona faz participações em programas como o Sabadaço (Band) e o Superpop (Rede TV!).
O problema, para a numeróloga, é que um planejamento numerológico mal acabado tem o efeito de um giro de 360º: deixa a carreira do artista na mesma. Seu último livro com o escritor Beto Junqueyra, ''O poder que vem do seu nome'' (editora Sextante, R$ 19,90), em várias listas dos mais vendidos há algumas semanas, ensina as pessoas (artistas e 'normais') a escolherem o nome que traga mais sorte a elas.
''O 'de' do Sandra de Sá, por exemplo, deixou o nome dela do mesmo jeito. Talvez ela tenha vendido mais, mas ela tem talento para isto'', explica Aparecida. Por outro lado, se o artista não tem talento, não há número que dê jeito. ''Existe uma grande diferença entre o famoso que quer aparecer e o famoso artista. O artista já nasce com o talento'', diz Aparecida. Ou seja, nem os próprios números perdoam um zero à esquerda.


