O londrinense Pablo Palumbo dá cursos de DJ há cinco anos e conta que, nos últimos três anos, a procura aumentou 50% em Londrina. São jovens, dentistas, advogados, empresários, enfim, os mais variados estilos de pessoas que se interessam pela carreira, seja para encará-la como profissão, ou apenas como um hobby.
Um exemplo é o empresário Paulo Roberto Jabur, que fez o curso a título de descobrir novas tecnologias. ''Se houver uma chance para me tornar um DJ, eu encaro, mas minha intenção não é essa'', diz ele que, mesmo não tendo intuito de fazer fama nesse ramo, arriscou por um tempo discotecagens em conhecido bar da cidade.
O jovem Denílson Augusto Pierolli, de 19 anos, promove festas e, há cerca de um mês e meio, dedica boa parte do seu tempo ao curso de DJ. Pesquisas em sites relacionados à música e festas são uma constante no seu dia-a-dia. ''Sempre gostei de música eletrônica, estou fazendo o curso e gostando. Se aparecer um convite para atuar como DJ eu encaro'', revela.
Segundo Palumbo, a pessoa que tem interesse em fazer um curso de DJ precisa estar determinada a adquirir cultura musical e saber que este ramo não é só um mar de rosas. ''As pessoas que querem entrar nesse meio precisam se preocupar em estudar muito, buscar obter mais informação e cultura sobre o assunto'', explica.
Um curso de DJ tem duração média de um mês e meio, e custa, aproximadamente, R$ 300. Nas aulas, com duas horas de duração, 80% do aprendizado é teórico, e os outros 20%, prático. ''Ensinamos muito a teoria para a pessoa saber o que está escutando, saber diferenciar uma música boa, um DJ bom'', diz Palumbo.
A alta demanda em torno dos cursos de DJ's também é registrada no Paraná. Segundo Rafael Gadotti Franco, sócio-diretor da Aimec - Escola Internacional de Música Eletrônica, com sede em Curitiba e filiais em Campinas e Balneário Camboriú -, isso se deve porque esse novo artista está se igualando a grandes astros de bandas.
''Nos últimos anos o mundo presenciou o fenômeno DJ. E esse novo artista tomou conta da mídia numa proporção astronômica, o que, logicamente, gerou interesse das pessoas em conhecer essa nova cultura, na qual o artista manipula uma, duas ou mais músicas, a fim de reinterpretar uma faixa já existente'', conta ele. Segundo dados da escola, a procura é de 25% ao ano nas matrículas.(E.S.)

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