Para especialista, há necessidade de alfabetização ecológica
Na atual conjuntura são muitas as ações para salvar o planeta, informa o presidente da Associação dos Geógrafos Brasileiros (AGB), Elian Alabi Lucci. Além da criação de uma entidade de caráter supranacional para cuidar da gestão do meio ambiente, é preciso começar já um processo de alfabetização ecológica. Também é de vital importância a reciclagem e evitar os desperdícios, sobretudo o da água, assim como buscar fontes de energia limpas, plantar mais árvores ou pelo menos colaborar para manter as existentes.
Sobre o procotolo de Kyoto, acordo internacional para controlar o aumento da temperatura do planeta, Lucci diz que o mundo não consegue pressionar os Estados Unidos (país que não assinou o protocolo) porque eles se tornaram a grande potência hegemônica do planeta. Para que mantenham sua posição, os EUA precisam de um contínuo crescimento de sua economia em detrimento de investimentos em outras áreas tão prioritárias como a do meio ambiente, do qual são os maiores poluidores.
O pesquisador do Iapar Paulo Caramori tem a mesma visão sobre os EUA e o protocolo. ''O protocolo de Kyoto é uma medida de boas intenções, não resolve. A indústria dos Estados Unidos está fortemente baseada em combustíveis fósseis e têm interesses econômicos pesados. É uma questão política econômica. A Europa hoje está mais consciente, em busca de soluções até mais radicais do que o protocolo de Kyoto''.
O grande empecilho do país de terceiro mundo, diz Caramori, é que não há políticas públicas.''Enquanto a gente ainda luta para ter condições básicas, fica difícil falar de meio-ambiente''. (V.B.)





