Para especialista, aterro zero é possível
Atuando há 18 anos na área, o diretor-geral do grupo Tibagi que envolve as empresas Tibagi Engenharia e Tibagi Sistemas Ambientais , Bruno Miraglia, garante que há tecnologia a preço competitivo para aproveitamento de 100% do lixo urbano, possibilitando a não existência de aterros sanitários.
Trata-se de um aporte pesado de tecnologia. A questão maior acaba sendo política. Existem mecanismos legais que permitem às prefeituras ter acesso a estas tecnologias, como as concessões ou parcerias público-privadas.
Questionado sobre como seria possível aproveitar todo o lixo produzido por um grande centro urbano, Miraglia explica que em torno de 25% dos resíduos sólidos de uma cidade como Curitiba podem servir como combustível, abastecendo, por exemplo, depois de um devido tratamento, caldeiras de indústrias de cimento ou de usinas termoelétricas, com a transformação do lixo em combustível derivado de resíduo (CDR).
Outra parte, 25%, podem virar composto orgânico, e 15% podem servir à construção civil, virando blocos de concreto ou matéria prima para pavimentação. À reciclagem, ainda segundo Miraglia, seriam destinados 10% do lixo. E mesmo os outros 25% restantes, tratados, podem se enquadrar em um dos casos já citados. Dessa forma, nada vai para o aterro, explica o diretor do Grupo Tibagi.
O grupo atua em Curitiba há 12 anos dando destinação ao lixo de grandes geradores privados da capital, processando em torno de 300 toneladas por mês de resíduo. A Tibagi Engenharia é uma das empresas que apresentou proposta para operação do Sistema Integrado de Processamento e Aproveitamento de Resíduos (Sipar) de Curitiba e de mais 18 municípios da Região Metropolitana. (W.S.)





