Para eles, perfume define a personalidade
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sábado, 24 de maio de 2008
Thiago Nassif<br>Reportagem Local 
As amigas da estudante do terceiro ano do Ensino Médio Raíssa Marvulle já sabem quando a moçoila está por perto. Apaixonada por perfumes, Raíssa é uma defensora da causa, em se tratando das fragrâncias. ''Minha relação com os perfumes vem desde pequena. Sempre gostei: além das colônias de bebê, confesso, não dispensava brincar com os perfumes da minha mãe''.
Partidária da idéia de que o perfume pode revelar muito da personalidade de uma pessoa, a estudante não titubeia em alternar as identidades e intenções, quanto às borrifadas. ''Opto por variar bastante, até porque usar o mesmo perfume enjoa. Um bom produto faz toda a diferença e, dependendo da ocasião, nos deixa mais sexy, mais romântica''.
''Perfume para mim nunca é demais! Sempre é bom ter um ou dois de reserva para ir variando. No meu caso, um é para ir ao colégio, outro para sair à tarde e outro para a noite'', entrega, entre risos.
Consciente da magia que os cheiros despertam em seu dia-a-dia, a estudante faz a ressalva: não é pelo fato de optar pelos importados que os nacionais não sejam igualmente bons, no que se refere ao frescor e à fixação.
Empresário e bacharel em direito, Amir Youssef El Rafih, 26 anos, define sua relação com os perfumes como ''um pouco além do normal''. ''Procuro sempre me sentir bem e, desde o trabalho ao lazer, não dispenso perfume''.
Consumidor de carteirinha, Amir se alista ao exército que dá conta de uma demanda cada vez maior de lançamentos. Se há uma década eram lançados 80 rótulos por ano, no mundo, hoje os números ultrapassam os 400 lançamentos. ''Apesar deles, sou fiel. Perfume hoje faz parte de minha personalidade, e acaba sendo até uma referência minha''.
''Prefiro as fragrâncias mais fortes, com bom poder de fixação. Acho que tenho acertado, pois, antes de me verem, ao sentir meu perfume, as pessoas já sabem que estou chegando'', conta.
Variar sempre
Para Allan Guimarães, do Sindicado da Indústria Farmacêutica do Norte do Paraná, a sensibilidade do olfato é grande e, para não saturar, é importante revezar os tipos de perfumes.
''Quando você entra em um elevador e tem um cara perfumado, sempre tem alguém que diz: 'esse tomou um banho de perfume'. Isso acontece quando seu uso muito frequente começa a apresentar tolerância. É quando quem usa não sente mais a definição. Seu teor olfativo é modificado e é aí que começa o exagero'', comenta. (Colaborou Renato Oliveira)


