Para Bush, atentados foram 'atos de guerra'
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quarta-feira, 12 de setembro de 2001
Agência Estado 
O presidente George W. Bush disse ontem que os ataques terro ristas em Nova York e Wa shington foram ''atos de guerra'' e afirmou que iria pedir ao Congresso verbas para ajudar na recuperação e para reforçar a segurança dos Estados Unidos. ''Será uma luta monumental do bem contra o mal. Mas o bem irá prevalecer'', disse o presidente. Os Estados Unidos, segundo ele, estão prontos para gastar ''o que for necessário''.
Funcionários do governo afirmaram que pistas apontavam para o dissidente saudita Osama Bin Laden, abrigado no Afeganistão, como o responsável pelos ataques. E enquanto o secretário de Estado, Colin Powell, sugeria mais cedo que nenhuma resposta militar era iminente, Bush afirmou que ''vamos unir o mundo'' na guerra contra o terrorismo, sendo travada agora em solo americano.
O Congresso retornou ontem ao prédio do Capitólio e agências governamentais reabriram as portas pela primeira vez desde os ataques paralelos de terça-feira contra o World Trade Center, em Nova York, e o Pentágono, na capital da nação. Bush, no Salão Oval logo depois do amanhecer, covidou lideranças parlamentares à Casa Branca para uma demonstração de unidade.
Seu porta-voz, Ari Fleischer, tentava tranquilizar a população. ''Acreditamos que os perpetradores executaram seu plano e desta forma os riscos foram significativamente reduzidos'', disse.
E a sensação de insegurança persistia ontem. O prédio do Departamento de Agricultura, em Washington, foi evacuado pela manhã, mas os funcionários tiveram permissão de retornar horas depois.
Notícias de um avião não identificado no espaço aéreo canadense provocaram a evacuação. Autoridades americanas, que pediram para não ser identificadas, disseram que três aviões não identificados sobrevoavam o Canadá e que a Força Aérea Canadense estava perseguindo-os, mas acrescentaram que os Estados Unidos não estavam muito preocupados com o incidente.


