Nem sempre é o que parece. Na verdade, poucas vezes o artista é aquela simpatia de pessoa disposta a distribuir autógrafos e sorrisos. Simples: um dos fatores que leva alguém a trilhar o caminho da música ou das artes cênicas é a lei da compensação. Muitos têm no palco sua ''libertação''.

Cássia Eller era dona de uma timidez assustadora. Aos jornalistas, evitava entrevistas pessoalmente e não gostava de fotos. Matérias para TV também eram difíceis e ela travava nas respostas. No palco, se transformava.

Débora Falabella não é tímida com os amigos, mas sua relação com a mídia é pra lá de discreta. Diz que faz esforços para ir a programas de TV ou a festas, mas que nunca se sente em casa quando tem de passar
por isso.

Se tiver de ir a uma balada, Marco Nanini entra em pânico. O ator nunca sabe o que dizer e se apavora ao lembrar que, em algum momento, terá de dizer algo. ‘‘No palco, no entanto, planto até bananeira’’, diz.

Wagner Moura é um típico caso de ator que teve no palco e na platéia sua espécie de resgate social. O teatro chegou para aliviar a inibição do garoto reservado que pouco deixava transparecer os sentimentos.

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