Sem entrar no mérito do processo de cassação de Amauri Johnson, o presidente da Associação dos Municípios do Paraná (AMP) e prefeito de Castro, Moacyr Fadel (PMDB), aponta que a transição anormal de prefeitos dificulta a aplicação de políticas públicas.
''Quatro anos de administração já são um tempo curto. No primeiro ano, você pega a Prefeitura e a adapta à sua maneira de gerenciar. No segundo, corre atrás dos recursos e no final do ano já há outra eleição (para presidente, governadores, senadores e deputados) que exerce influência. Só no terceiro e quarto anos você realmente aplica os recursos. Num período ainda menor, fica muito difícil desenvolver políticas públicas e quem sofre é a população'', explica Fadel.
Em Rio Branco do Sul, moradores consideram salutar que medidas sejam tomadas após denúncias de corrupção, mas ponderam que o município é prejudicado pelo entra-e-sai de prefeitos. ''A cidade parou. Desde que eu nasci, Rio Branco do Sul é a mesma coisa. Inclusive é conhecida como cidade dormitório'', critica o pedreiro Lauro Novack, 32 anos, que considera que a cassação de Amauri Johnson foi ''merecida''.
O auxiliar de laboratório André Luiz Matias, 20, tem opinião parecida. ''Pelo que ouvi falar, a cassação foi justa. Mas é ruim essa instabilidade. Você tem um prefeito, aí ele não termina o mandato, começa a fazer uma coisa e não acaba, então entra outro, mudam as pessoas nos cargos de confiança...'', afirma. (F.G.)

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