As variadas crises que se abateram sobre 2001 parece não ter atingido apenas uma ''pessoa'': Papai Noel. Distribuindo presentes e sorrisos, o bom velhinho não precisa comprar matéria-prima em dólar, pegar empréstimo com juros altos ou temer ataques terroristas durante um vôo em seu trenó. ''Papai Noel representa a paz, e em tempos de guerra, acaba sendo uma alternativa para espalhar uma boa mensagem'', explica o ator Paulo Mendes, que comanda a Cia. do Bafafá, uma espécie de ''agência de papais noéis''.

Segundo ele, a meta é que a empresa fature R$ 15 mil esse ano 25% a mais que no ano passado, visitando 120 casas. Para atender a tantos pedidos, a Cia. do Bafafá conta com 30 papais nóeis contratados. ''Começo a me organizar depois do Dia das Crianças para, em dezembro, dedicar-me apenas em agendar as visitas'', explica. Cada visita custa, em média, R$ 250,00.

Para fazer do Natal um negócio rentável, Mendes afirma que não se pode esquecer a importância da figura do bom velhinho para a meninada. ''O ator que se propõe a fazer esse trabalho precisa saber lidar com crianças e ter jogo de cintura'', diz.

Paulo Mendes criou a ''agência'' há dez anos. ''No primeiro ano, foi um pouco improvisado'', admite. ''Percebi que teria de me organizar para conseguir levar o trabalho a diante.'' Dessa forma, Mendes teve de deixar um pouco de lado a profissão de ator para encarar outro desafio: ser empreendedor. ''Fiz curso técnico de contabilidade e, sempre que posso, faço outros para me aperfeiçoar.''

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