O número de urnas eletrônicas que apresentaram problemas no Paraná neste segundo turno foi maior que no primeiro turno. Ontem, 344 máquinas apresentaram algum tipo de defeito, segundo o presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), Clotário Portugal Neto. Das 344 urnas com problema, 339 foram arrumadas ou substituídas.
Em apenas cinco dos 399 municípios do Paraná foi necessária a votação manual, disse Portugal Neto. Isso aconteceu em Araucária e Pinhais, ambos na Região Metropolitana de Curitiba, Piên (90 quilômetros ao sul de Curitiba), Altamira do Paraná (131 quilômetros ao sul de Campo Mourão) e Palmeira (40 quilômetros ao sul de Ponta Grossa)
A quebra de urnas eletrônicas não resultou em problemas para o andamento da votação em Londrina. De acordo com o coordenador de informática Antônio Carlos Inácio, contratado pela Justiça Eleitoral local para cuidar das urnas, apenas nove delas travaram e tiveram que ser trocadas em cinco zonas eleitorais diferentes. Em todo o Paraná, esse número foi de 85 urnas até o início da tarde.
Segundo Inácio, a coordenação da eleição se preparou para a necessidade de ter que trocar até 130 urnas em Londrina, o que representaria 5% do total de 981 aparelhos.
Os problemas ocorreram no Distrito da Maravilha, nos colégios Aplicação, Mãe de Deus e Marcelino Champagnat (no Centro), em uma escola do Conjunto Lindóia (Zona Leste) e em duas urnas localizadas na 157 Zona Eleitoral (Zona Norte). Inácio garantiu que todos os votos registrados antes de as urnas travarem foram computados. ''Quando ela dá problema, retiramos o cartão de memória externo e o disquete dessa urna e os colocamos no outro aparelho, que já mostra os dados anteriormente gravados. Nenhuma informação se perde'', assegurou. (Colaboraram Jaime Kaster e Thiago Mossini)

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