O presidente da Autoridade Palestina, Yasser Arafat, condenou os ataques contra os prédios do World Trade Center em Nova York e o Pentágono (Washington). ''Envio minhas condolências, as condolências do povo palestino ao presidente (George W.) Bush e a seu governo e ao povo norte-americano por estes terríveis atos'', afirmou Arafat em Gaza. ''Nós condenamos veementemente estas operações sérias...Nós estamos completamente chocados. É inacreditável, inacreditável, inacreditável'', afirmou.

Mas milhares de palestinos foram às ruas celebrar os atentados realizados contra os Estados Unidos cantando ''Deus é grande'' e distribuindo doces aos pedestres, apesar de seu líder, Yasser Arafat, ter-se declarado horrorizado com os ataques. O governo norte-americano é cada vez mais impopular na Cisjordânia e na Faixa de Gaza desde a eclosão do atual conflito entre israelenses e palestinos. Os palestinos acusam Washington de ficar ao lado de Israel.
Na cidade cisjordaniana de Nablus, cerca de 3.000 pessoas foram às ruas pouco após os ataques contra o World Trade Center, em Nova York, e outros alvos do governo norte-americano em Washington. Os manifestantes distribuíam doces, num tradicional hábito de celebração. Muitos atiradores palestinos dispararam para o ar enquanto manifestantes empunhavam bandeiras palestinas.
Nawal Abdel Fatah, de 48 anos, vestia um longo vestido preto e jogava doces para o alto dizendo estar contente porque ''os Estados Unidos são a cabeça da serpente, eles sempre se alinham com Israel na guerra contra nós''.
Sua filha Maysoon, de 22 anos, dizia esperar que o próximo ataque tivesse Tel Aviv como alvo. Na tradicionalmente árabe Jerusalém Oriental, houve uma pequena aglomeração de algumas dezenas de pessoas, muitas das quais eram jovens crianças que cantavam, coordenadas por adultos. Motoristas que passavam pela região buzinavam e faziam sinais de vitória pelo vidro de seus carros.

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