O advogado João Casillo conta que, quando ele e sua esposa Regina Casillo compraram a Casa dos Arcos e o Solar do Rosário, em Curitiba, os imóveis estavam em péssimas condições. ''Algumas pessoas compram casas nessa situação para demolir. Na minha cabeça isso é inimaginável, e nós fizemos o contrário'', diz o advogado.
Foi assim que há 18 anos, eles se encarregaram da primeira restauração, do Solar do Rosário. A casa é assim chamada por se situar em frente à Igreja do Rosário, na Praça Garibaldi, dentro do setor histórico de Curitiba. Conhecida também como ''Solar de Sinhá França'', por ter sido nos idos de 1890 residência da Família Paula França, chegou a ser adquirida pelo historiador Newton Carneiro e foi sede do Instituto Goethe até 1988.
Há sete anos, foi a vez da família comprar a Casa dos Arcos. Conhecida também como Casa Rosada e como Casa Emílio Romani, a residência se destaca em meio à paisagem da Praça Eufrásio Correia. Trata-se de uma construção neoclássica em estilo palaciano, da década de 1880. ''Ela abrigou desde um quartel a um bordel'', brinca Casillo. Além de residência, a casa foi sede da Companhia Francesa de Estrada de Ferro; do 39 Batalhão de Infantaria, que foi lutar em Canudos; do Britânia Futebol Clube; da antiga Companhia Força e Luz do Paraná, e também de um bordel.
O trabalho de restauro nos dois casos, segundo ele, levou cerca de dois anos. Sobre os custos com a obra e a manutenção das casas, ele prefere nem falar. ''É um investimento mais pessoal do que financeiro, é preciso ter uma dedicação pessoal para que funcione'', diz. Dentro da casa, uma coleção de quadros de diferentes artistas retratando a casa é outro detalhe que revela a paixão pelo imóvel. ''Mesmo antes de comprar eu já adorava essa casa, olhava com olhos de cobiça, porque é um imóvel muito importante de uma época'', conta.
Saiba mais
www.patrimonioculturalpr.gov.br

mockup