Mássimo Barletti começou muito cedo sua carreira de cozinheiro profissional: aos 14 anos de idade. ‘‘Eu disse para meu pai: quero ser cozinheiro. Era uma paixão mesmo’’, relembra. Sobre a formação do chef italiano, pode-se dizer que ele é um autoditada. ‘‘Tentei fazer uma escola, só que depois de três meses fui procurar um emprego. Queria aprender como é a cozinha. Na escola tínhamos apenas duas horas de prática’’, conta.
Seu pai o colocou então em um hotel em Firenze, como ajudante de cozinha. ‘‘Não ganhava nada. Trabalhava das 8 às 16 horas, parava para um descanso e voltava para mais um turno, das 17 às 24 horas. Isso com 14 anos idade. Era de paixão’’, diz.
Dois anos depois, foi para o litoral da Toscana. Lá, ainda como ajudante de cozinha, trabalhou por seis meses. ‘‘A experiência foi muito boa. O local era o point dos vips, como Giani Agnelli (dono da Ferrari)’’, conta. Depois desta temporada no litoral, como é costume entre os chefs da Itália, Barletto, foi aprender um pouco da culinária das montanhas.
Sua primeira experiência como chef aconteceu em seguida, em um hotel em Montecatenir. ‘‘Foi uma temporada longa, oito meses sem descanso. Mas foi bom pois comecei a assumir definitivamente as responsabilidades de um chef de cozinha’’, afirma. Em seguida foi para uma temporada no Grand Hotel Apache. ‘‘Fiz um tipo de especialização.
A experiência seguinte aconteceu no Grand Hotel Baglione, em Firenze. ‘‘Eu fiquei quatro anos neste hotel, depois passei pelo Restaurante Sabatine, em Firenze e em seguida vim para o Brasil’’, conta. A mudança para o Brasil aconteceu a convite do L’Hotel, de São Paulo. ‘‘Eu estava participando de um festival de culinária no Hotel Maksoud Plaza, em São Paulo, quando recebi o convite do L’Hotel. Eu aceitei pois achei que seria um desafio.

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