''Robsleno tinha vontade de exercer a profissão desde criança''. Tal afirmação parte de duas pessoas das quais a sociedade teria todos os motivos para esperar a reprovação da escolha de Robsleno Benedito Pedro da Silva, açougueiro, e Maria Soares da Silva, cabelereira os pais do rapaz.
''Sabíamos que nosso filho era homossexual desde criança; percebemos pelo jeito que ele se comportava. Ao mesmo tempo, de uma certa forma, descobrimos logo cedo que ele era uma drag queen. Quando uma música mais animada tocava no rádio, ele corria para dançar, se arrumando todo para isso. Uma vez eu até fiz uma saia para ele vestir e ele gostou muito'', conta o pai.
O casal, dono de uma chácara na Zona Norte de Londrina, não foi o primeiro a saber da opção profissional que o filho tinha feito. E a preocupação com o futuro do garoto foi grande, quando uma vizinho resolveu ''fofocar''. ''Quando o Robsleno começou a trabalhar como drag queen, ele ainda era menor de idade. Ficamos preocupados com as consequências que isso poderia ter, já que ele não poderia frequentar uma casa de shows com a idade que tinha'', conta dona Maria. ''Mas aí eu mesmo fui até a boate para ver o que ele fazia. Neste dia, não o encontrei, mas conheci o dono da casa e descobri que eles estavam sendo muito responsáveis no que estavam fazendo. Hoje, inclusive, nos damos muito bem com os patrões do meu filho'', destaca o açougueiro.
Os pais de Robsleno, que já assistiram a uma das apresentações do filho, falam com orgulho da responsabilidade com que o jovem encara o trabalho. ''Meu filho nos ajuda com as contas da casa, é uma pessoa muito gentil, responsável e respeitadora. Tenho certeza de que qualquer pai teria orgulho de ter o filho que temos'', completa dona Maria.(A.M.)

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