Pais devem ajudar filhos a repetirem pequenas funções
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sábado, 02 de setembro de 2006
Erica Shimamura<br> Reportagem Local 
Alana, de 4 anos e meio, aprendeu a arrumar a cama e ajuda a separar o lixo da cozinha, enquanto a mãe está lavando a louça. Tarefas simples como estas são importantes para que a criança crie responsabilidades e se torne mais independente no futuro, garantem especialistas. ''Ela arruma a cama do jeitinho dela, né? Consegue dobrar a coberta, arrumar o travesseiro e os bichinhos que ficam em cima da cama. Mas só faz quando estou presente'', conta a mãe da menina, Elaine Vitorino Rodrigues.
Como boa observadora, Alana avisa a mãe que, quando crescer, não vai querer lavar roupas. ''Acho que ela percebe a minha dificuldade quando estou lavando as roupas, pois estou sem máquina'', diz Elaine.
Para a coordenadora pedagógica da escola Vagalume, Flávia Cintra Crusiol, a criança pequena, de três anos aproximadamente, precisa de supervisão para realizar tarefas, então os pais devem ficar atentos para que elas cumpram o que foi pedido. ''O importante é que as crianças entendam que as tarefas fazem parte de uma rotina'', diz.
Flávia tem uma filha de 3 anos. A pequena Luana está aprendendo a tomar banho, mas ainda não consegue sozinha. ''O que ela faz é pegar a roupa suja para pôr no cesto. São rotinas que a gente ensina'', diz. Flávia conta que, desde pequena, é importante que Luana tenha rotinas. ''Ela acorda e escova os dentes, põe a pasta na escova. Depois toma o café da manhã e troca de roupa para ir à escola''.
Outro ponto importante é passar tarefas que estejam de acordo com a idade da criança e que os pedidos não sejam vistos apenas como obrigações, que vão além de sua capacidade. Laura, também de 3, demonstra um comportamento um pouco adiantado para a idade. Segundo Patrícia Serato Grosso Ramos, mãe de Laura, a menina pede para ajudar a lavar louça. ''É ela quem toma a iniciativa. Ela pede para lavar a louça e aprendeu até a colocar uma cadeira para poder alcançar a pia'', diz.
Sílvia Luzia Galbeti, mãe de Gustavo, de 4, conta que com o menino o comportamento é um pouco diferente. Ela explica que o garoto não toma iniciativa para cumprir as tarefas domésticas. ''Preciso mandar arrumar a bagunça e com cara feia ele faz o que peço'', diz.


