O professor de Sociologia e Filosofia Inácio Mallman, de 51 anos, trocou a cidade de Santa Rosa, no Rio Grande dos Sul, por Curitiba, em 1975, para ingressar na universidade. Veio sozinho, acabou se casando também com uma gaúcha de Passo Fundo. Os hábitos e tradições da terrinha ficaram cada vez mais esquecidos para o casal, que tiveram dois filhos paranaenses. ''Na nossa juventude houve uma certa negação das raízes culturais, em nome da liberdade de escolha, em busca de uma identificação com o mundo, com a modernidade'', justifica ele.
Até que os filhos Manoela, de 18 anos, e Francisco, 14 anos, demonstraram o desejo de se filiar no CTG Santa Mônica. Os dois queriam aprender as danças folclóricas e vivenciar os costumes gaúchos. ''Foi o incentivo para que eu e minha mulher pudéssemos resgatar nossa cultura. Estamos nos redimindo como filhos riograndenses. Hoje vejo que o CTG é um espaço importante diferenciado da cultura massificada'' observa Inácio Mallman.
O filho Francisco participa do grupo juvenil de dança e não esconde o entusiasmo pela atividade. ''Estou aqui todo final de semana para os ensaios. Antes a gente não gostava tanto e agora vem a família toda. Fui peão mirim e agora me preparo para o concurso estadual, que será em Ponta Grossa e quem sabe, vamos para o campeonato nacional também'', conta o garoto, informando que a irmã é integrante do grupo de dança adulto. (F.G.)

mockup