São Paulo - Durante os debates na assembléia de Itaici, o arcebispo de Olinda e Recife, dom José Cardoso, lembrou o comentário que o cardeal Joseph Ratzinger, atual Papa Bento XVI, fez ao interpretar a carta apostólica Misericordia Dei. Na apresentação do documento, o então presidente da Congregação para a Doutrina da Fé afirmou que, ao ser ''cada vez mais considerada uma forma normal do sacramento da penitência'', a absolvição coletiva se tornou um ''abuso que contribuiu para o progressivo desaparecimento desse sacramento em algumas partes da Igreja''.
''A confissão tem de ser individual porque o padre precisa saber qual é o pecado que está absolvendo'', disse dom Beni, em defesa da restauração do costume tradicional, segundo o qual cada penitente deve enumerar as suas culpas e manifestar arrependimento para receber a absolvição.
A Arquidiocese de São Paulo, informou o bispo, determinou que as paróquias cumpram as normas da nota pastoral sobre o sacramento da penitência, publicada no ano passado. ''Se alguns padres continuam a fazer celebrações comunitárias sem autorização, estão desobedecendo à orientação oficial'', advertiu.
Dom Beni observou que a dificuldade ou a falta de sacerdotes para atender os fiéis no confessionário não são motivo para promover a confissão coletiva. ''Quem não conseguir um padre numa igreja procure outra'', aconselha. O maior problema para quem quer se confessar é que muitas igrejas marcam as confissões para os dias úteis, no horário comercial, quando as pessoas estão trabalhando. (A.E.)

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