Pacote Verde
São 33 Reservas Particulares do Patrimônio Natural, 6 novos parques e 5 ampliações de parques já existentes. O Pacote Verde, lançado pelo governo do Estado do Paraná na última terça-feira, 31 de maio, em comemoração a Semana do Meio Ambiente, incluiu a assinatura de decretos e resoluções, formalização de convênios, projetos e instituição de políticas ambientais que resultam, por exemplo, em um aumento de 43% em áreas de parques estaduais. Ou seja, pode-se dizer que o Paraná amanheceu em junho com mais 34 mil hectares de preservação integral - das 600 reservas particulares existentes no Brasil, o estado passa a ter mais de 200. E o momento não poderia ser mais oportuno, considerando-se a divulgação do alto índice de desmatamento ocorrido na Amazônia (veja infográfico abaixo).
Decretos assinados pelo governador Roberto Requião, pelo vice governador e secretário da Agricultura e Abastecimento, Orlando Pessuti e pelo secretário do Meio Ambiente Luiz Eduardo Cheida, também instalaram o Fórum Paranaense de Mudanças Climáticas dentro do Protocolo de Kyoto e o Fórum Paranaense de Biodiversidade e Biosegurança para a COP8 e Protocolo de Cartagena. Entre as ações de proteção dos remanescentes florestais do estado estão os decretos que transforma o Batalhão de Polícia Florestal em Força Verde; o de criação do Parque Estadual das Araucárias e o decreto que acaba com o selo verde. Como parte das iniciativas o governo enviou à Assembléia Legislativa o projeto de lei instituindo o Instituto de Terra e Cartografias como autarquia da Secretaria do Meio Ambiente, e o lançamento do Atlas da Vegetação, produzido pelo Programa Pró-Atlântica.
Celebrado de várias maneiras, o Dia Mundial do Meio Ambiente, comemorado em 5 de junho, deve principalmente ser aproveitado para chamar a atenção para a importância da manutenção da riqueza do solo e das nascentes, para os problemas decorrentes do descarte indiscriminado dos resíduos sólidos e para a necessidade urgente de ações que ajudem a preservar o planeta
Legislação Ambiental em Londrina
"É fundamental a perfeita articulação do Código do Meio Ambiente com o Plano Diretor de Londrina, que está em sua fase de revisão compulsória. Seria desastroso para o ambiente este divórcio". A declaração é do arquiteto Fernando de Barros, diretor do Ceal e um dos coordenadores do I Seminário de Meio Ambiente realizado em abril, em Londrina, que discutiu o código e as questões diretamente relacionadas ao descarte e tratamento dos resíduos sólidos - lixo hospitalar, da indústria e o da construção civil. Na avaliação de Barros, é preciso haver uma consonância entre essas duas leis e, qualquer alteração tanto no Plano Diretor quanto no Código Ambiental, deve ser objeto de estudo de impacto ambiental. Tanto que um grupo técnico de trabalho com profissionais das áreas ambiental e da construção civil, deverá ser formado para elaborar a revisão e readequação do Projeto de Lei 298/04.
A partir dos debates realizados durante o evento, grupos de trabalho destacaram alguns tópicos a serem propostos: que o código seja comum para a região; convênio de cooperação técnica com o IAPe IBAMA; atenção especial à drenagem urbana; incentivo à segregação na origem, quanto aos resíduos sólidos e suspensão da tramitação do projeto de lei até que os estudos sejam concluídos.
Tema da Semana do Meio Ambiente, as florestas com Araucária, em diversos estágios de sucessão, cobriam originalmente cerca
de 7,38 milhões de hectares no Paraná
no ano de 1890. O desmatamento fez
com que este número chegasse a 269 mil hectares em 1984 e atualmente o estado possui apenas 0,8% de araucárias em estágio avançado de regeneração, ou seja, árvores mais antigas e originais do Paraná





