Pacientes do Caps de Fazenda Rio Grande expõem pinturas
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terça-feira, 26 de junho de 2007
Equipe da Folha 
A exemplo da psiquiatra carioca Nise da Silveira, que trabalhou a pintura como elemento de terapia desenvolvendo o conhecido trabalho ''Imagens do Inconsciente'', o Centro de Atenção Psicossocial (Caps) de Fazenda Rio Grande preparou para o mês de julho uma exposição de trabalhos produzidos pelos pacientes atendidos no município. Além de pinturas em tela, faz parte da mostra artesanato e bordados. A produção será apresentada ao público durante a festa julina da cidade, que vai do dia 4 ao dia 8 de julho. Nesta ocasião, os trabalhos dos pacientes serão comercializados.
Segundo a terapeuta ocupacional Maria Carolina Pelanda, as atividades desenvolvidas no Caps ajudam na reinclusão das pessoas que têm problemas de saúde mental. ''Essas terapias fazem com que eles se sintam úteis, além de melhorar a auto-estima. Alguns aprendem a técnica e comercializam o produto, aumentando a renda da família'', explica a terapeuta.
O Caps de Fazenda Rio Grande atende hoje mais de 100 pessoas. Dentre os trabalhos desenvolvidos, estão oficinas para geração de renda e oficinas terapêuticas, onde são ensinadas atividades como pintura em tecido e em vidro, tapeçaria, crochê, tricô e costura.
A escolha das oficinas e dos tratamentos varia de acordo com a faixa etária e a gravidade do transtorno mental de cada paciente. Existem três tipos diferentes de atendimento. O intensivo, em que os pacientes comparecem ao Caps todos os dias da semana de manhã e de tarde. O atendimento semi-intensivo, em que os pacientes são atedidos três vezes por semana. E o não-intensivo, onde os atendidos vão ao centro apenas uma vez por semana.
No entanto, para um bom resultado do tratamento, não basta apenas a ação da equipe do Caps. A assistente social Andréia Boiko ressalta que o acompanhamento familiar é fundamental. ''Se não houver o envolvimento, não há melhora'', afirma.


