Pacientes confiam no atendimento
Por tratar-se de um hospital terciário, em março de 2008 o HU passou a atender pelo sistema referenciado, em que Samu, Siate e Central de Leitos da Secretaria Municipal e da 17ªRegional de Saúde só encaminham pacientes em situação considerada grave ou de alta complexidade. A meta é reduzir ao máximo a demanda espontânea (pacientes que procuram diretamente o hospital), mas diante da dificuldade de conseguir atendimento de qualidade em seus municípios ou bairros de origem, muitos usuários mantêm o costume de buscar assistência médica no HU.
É o caso da família da dona de casa Eliane Alves Fonseca, de Rolândia (Norte), que conhece a instituição há vários anos e sempre recorre aos seus serviços. Há sete anos eu ganhei bebê aqui, depois uma irmã também veio para cá para se tratar de um câncer e ficou curada. Agora trouxemos o meu pai, que tem problemas cardíacos, e ele foi submetido a um cateterismo, relata Eliane. Ela diz que a família não tem do que se queixar. Lá onde moramos não conseguimos tratamento tão bom quanto o que recebemos aqui.
Casos como os de Eliane e seus familiares engrossam as estatísticas do HU. Só em atendimentos no Pronto-Socorro são 32 mil por ano, gerando uma média de 12 mil internações. O Ambulatório do Hospital de Clínicas (AHC), por sua vez, atendeu, no ano de 2010, 64 mil pacientes de Londrina e quase 23 mil de outros municípios. No caso do AHC, os atendimentos estão focados em 27 especialidades médicas. (S.L.)





