Apesar de ainda distante do volume de comercialização dos bovinos, o mercado de ovinos e caprinos projeta um incremento dos negócios para os próximos anos no País. Ciente disso, a Sociedade Rural do Paraná (SRP) aposta cada vez mais nessas duas categorias de animais de médio porte durante a ExpoLondrina 2013. Este ano, a expectativa é que 400 animais estejam expostos na Parque de Exposições Ney Braga, um crescimento de 33% em comparativo ao evento passado.
Para abrigar o maior volume de animais, este ano, três pavilhões foram disponibilizados aos produtores, também com mais espaço entre as baias e os mesmo valores de comercialização de 2012. Haverá ainda o fornecimento de alimentação gratuito aos tratadores durante o evento na Casa do Ovinocultor. "Nós tomamos medidas com intuito de diminuir os custos para o expositor. Certamente, estas atividades estão crescendo muito em nosso País", explica o diretor de Ovinocaprinocultura da SRP, Luiz Fernando Cunha Filho.
De acordo com números da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab), o rebanho de ovinos no Estado gira em torno de 700 mil cabeças, enquanto o de caprinos por volta de 100 mil cabeças. No País são cerca de 18 milhões de ovinos e 9,5 milhões de caprinos. Para o diretor da Rural, este é um mercado que tem muito para crescer. "Temos ótima qualidade, mas não temos produção. Além disso, o consumo per capita de ovinos no País é de 1kg/habitante/ano, enquanto na Europa é 30 kg/habitante/ano e na Nova Zelândia, 80 kg/habitante/ano", compara ele.
Segundo Cunha Filho, mesmo com o baixo consumo, comparado a outros países, o Brasil importa carne de ovinos do exterior, principalmente do Uruguai. "Temos que ganhar volume de comercialização. A carne de cordeiro, por exemplo, é a segunda mais pedida nas churrascarias, perdendo apenas para a picanha. O brasileiro quer consumir mais esse tipo de carne."
No Paraná, o diretor da SRP vê algumas limitações que precisam ser melhoradas. A primeira delas é a falta de abatedouros para estes animais, além da necessidade de organização dos produtores, criando alianças mercadológicas que garantam por exemplo, volume e constância da carne no mercado. "Vendendo de forma conjunta, entrando em contato com os supermercados, fica tudo mais fácil. Formando organizações ou cooperativas, é possível diminuir os atravessadores no negócio", relata o diretor da pasta.
Em relação ao manejo dos animais, tanto os ovinos quanto os caprinos acabam sendo mais caros que os bovinos, por se tratar de um tratamento mais intensivo, que requer mais insumos até chegar o momento do abate. "Outro fator importante é que o produtor percebe o potencial, mas ainda falta informação sobre o assunto. Uma ideia é otimizar a produção em áreas menores, aproveitando a mão de obra familiar."
Para tentar ajudar os produtores, no dia 10 de abril acontece um ciclo de palestras sobre ovinocultura moderna, com lançamentos de novos produtos para o setor e cursos de capacitação. A expectativa é que os animais cheguem ao parque entre os dias 7 e 9 de abril, o julgamento de admissão acontece no dia 10 e os julgamentos finais dias 11 e 12. "Vamos oferecer premiações para melhor apresentador, troféu para melhor criador e maior expositor da feira", conclui Cunha Filho.

Imagem ilustrativa da imagem Ovinos e caprinos mostram potencial de mercado
mockup