Ouvintes não se sentem incomodados
Os moradores da região foram visitados pela reportagem da Folha. Eles são unânimes na defesa da continuidade da Rádio Corneta. A costureira Marielsi Fernandes, de 36 anos, mora há dois anos no Barreirinha e não vê motivo para tanta polêmica. ''O som não me incomoda. Acho que não incomoda ninguém. Ele (o padre) só anuncia mortes, coisas normais. Não vejo que vá ferir a religiosidade de quem não é católico, nem atrapalhar o sono de ninguém'', defendeu.
A artesã Rosângela Denise Martins Ferreira, de 38 anos, não gosta de ligar a tevê para assistir a programação diária antes de analisar atentamente os informes da Rádio Corneta. ''Eu acho o que eles fazem muito bom. Os avisos são ótimos. A gente sabe sobre falecimentos de moradores da região que se não ouvíssemos na rádio, nem teríamos como nos despedir deles. Ele informa sobre assaltos que estão sendo feitos no bairro. Sobre ladrões de roupas. Orienta sobre a forma de melhor guardar os pertences em casa. É tudo muito útil'', salientou.
Rosângela disse que passou maus momentos sem a Rádio Corneta. ''Foi horrível ficar sem ela. Acho que as pessoas ruins tentaram impedir o funcionamento de algo que nos acompanha aqui a vida inteira. Faz parte da história do nosso bairro. Eu estou muito feliz agora, com a volta da Rádio Corneta'', complementou.
O motorista Daniel Ciro Batschauer, de 32 anos, acredita que os informes de utilidade pública são fundamentais e de interesse da comunidade local. ''Ajuda as pessoas os informes sobre empregos que eles dão. A rádio é muito útil. É importante que ela seja mantida. O som não incomoda. Nem nunca incomodou. Ainda mais agora, que eles regularam os decibéis'', disse.(L.P.)





