Os centros de previsão de tempo e clima dos três estados do sul do Brasil se reuniram no último mês de março para analisar as condições climáticas para os meses de abril, maio e junho desse ano. A tendência para o Estado, segundo o Sistema Meteorológico do Paraná (Simepar), é de que em 2002 o outono será mais seco e o inverno menos intenso e rigoroso. O índice de acerto da previsão varia entre 60% e 70%.
Baseando-se em simulações de modelos globais, os pesquisadores do Simepar concluíram que as chuvas no Paraná no trimestre avaliado deverão ficar ligeiramente abaixo da média histórica estadual. Segundo o pesquisador José Eduardo Prates, do grupo de climatologia do Sistema, os estudos indicaram que o trimestre terá três regimes pluviométricos distintos no Paraná. ‘‘É um sinal de alerta para que todos fiquem atentos à falta de chuvas’’, precisou.
No norte do Estado, as precipitações devem variar entre normal e abaixo do normal, com probabilidade acumulada de 80%. Nas regiões centro, sul, sudoeste e oeste, a intensidade das chuvas deverá ser ainda menor, com previsão de acumulação em 75% do índice histórico. Na região metropolitana de Curitiba e no litoral, as chuvas deverão variar de normal a ligeiramente acima do normal.
Os veranicos – período de 10 ou mais dias consecutivos sem chuva – também são esperados para este trimestre, principalmente em maio. Como essas três áreas são relativamente grandes, Prates alerta para possíveis variações localizadas.
Quanto à temperatura, a análise do Simepar é de que deverá se comportar dentro da normalidade habitual em praticamente todo o Paraná. A exceção é a região oeste, onde os termômetros ficarão entre a média e acima da marca histórica.
Como o outono é uma estação de transição para o inverno, são esperados períodos quentes seguidos de episódios frios, associados à passagem de massas de ar frio. Conforme o relatório do Simepar, dados históricos indicam ocorrências de geadas a partir do final de abril em região com altitude superior a 900 metros.
El Niño Na análise das condições das anomalias da temperatura da superfície do mar (TSM) no Oceano Pacífico Equatorial os especialistas em clima concluíram que o fenômeno ‘‘El Niño’’ poderá ocorrer a partir do segundo semestre. Sua intensidade, entretanto, deverá variar de fraca a moderada e os impactos na região sul serão observados somente a partir da primavera de 2002. Caso o fenômeno se desenvolva no segundo semestre, estaria associado ao aumento das chuvas no final do outono (maio e junho) e no final da primavera (novembro).

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