Ousadia garante o processo de expansão
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 13 de novembro de 1998
Walter Ogama 
Milton DóriaResultadoAntonio Carlos Macarini: Quem ganha com a força da Folha é o leitor e o anunciante. Conjunto de objetivos da empresa se forma por acionistas, colaboradores, parceiros, clientes e a comunidade. (Acima, cena de parte do parque gráfico, atualmente localizado na Av. Dez de Dezembro Corria o ano de 1971 quando a Folha de Londrina recebeu em seu quadro de funcionários, entre as dezenas de novas contratações feitas naquele período, um jovem de 18 anos de idade com pouco menos de um ano de experiência profissional em um escritório de contabilidade da cidade. Antonio Carlos Macarini, o jovem, havia sido contratado para a função de cobrador da empresa. Era o que a Folha dispunha para alguém que se apresentou disposto a aprender não somente o que fosse ensinado, mas romper fronteiras, crescer com a empresa.
Não foi preciso muito tempo de serviço para Antonio Carlos, conhecido pelos colegas como Carlinhos, começar a atingir os seus objetivos. Da Cobrança ele foi transferido para a venda de assinaturas, época em que passou no vestibular e iniciou o curso de Administração de Empresas. Dedicação ao trabalho e aos estudos, somados, renderam a Carlinhos uma vaga na área administrativa da empresa. O curso de Administração ele concluiu em 1979 e, já no ano seguinte, assumiu a diretoria administrativa e industrial da Folha.
Isso até 1992, quando ocorreu a abertura de capital da empresa. Antes disso, por um período o Ferdinando Milanez foi diretor industrial e eu fiquei somente com a diretoria administrativa. A fusão das duas diretorias voltou a ocorrer em fevereiro de 1996. Desde então eu ocupo novamente as duas diretorias, administrativa e industrial, explica Carlinhos, atualmente com 46 anos de idade, 28 dos quais dedicados a Folha.
É uma vida inteira. Eu comecei a trabalhar praticamente aqui e permaneci trabalhando só na Folha. Claro que é uma relação muito profissional, mas a minha vida se confunde com a da empresa: eu sou a Folha, a Folha sou eu, enfatiza. A Folha é um jornal de credibilidade, é um grande veículo de comunicação do Paraná pela sua força editorial, pelo comprometimento com o leitor, pela estrutura montada, pelos profissionais capacitados em todas as áreas. É um jornal que chega mais cedo e melhor para o leitor. É um marco do jornalismo paranaense, acrescenta.
Na opinião do diretor, quem ganha com a expressividade da Folha é o leitor e o anunciante. Porque com a nossa força provocamos a concorrência, justifica. Em relação ao plano de expansão do jornal, que fez da Folha um veículo de abrangência estadual - além de atingir parte dos estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul, chegando a 488 localidades - o diretor esclarece que a medida era uma necessidade que não podia ser adiada.
A Folha de Londrina montou uma estrutura tamanha que a realidade do Norte do Estado não comportava. Com a resistência que o jornal enfrentava em outras regiões, principalmente no Sul do Paraná, tivemos que ousar e criamos a Folha do Paraná. Seria muito cômodo para nós fazermos só a Folha de Londrina. Mas daqui a 10 anos teríamos uma empresa com tiragem de 20 mil cópias e 180 funcionários. Hoje estamos com a média de 45 mil cópias e mais de 400 funcionários. De certa forma, colocamos as nossas cabeças a risco. Nós estamos começando, esse projeto de expansão tem um ano de vida. Agora é só consolidar.
Carlinhos reforça que a Folha é uma empresa preocupada com o seu ativo humano, além de constar entre as maiores empregadoras da cidade, mas com um diferencial importante: praticamente toda a mão-de-obra contratada é qualificada. Exceto a intercalação, que emprega cerca de 50 funcionários, todos os demais setores exigem a contratação de pessoal já qualificado. Na intercalação, nós é que capacitamos os contratados. Isso faz um diferencial porque os salários são altos. O salário médio da Folha é de R$ 1.000,00 quando a média em Londrina é de R$ 500,00.
Outras vantagens mencionadas por ele são as de um plano de saúde que proporciona boa cobertura para os trabalhadores e do atendimento às mães com creche. O plano de saúde da Folha prevê internamento em apartamento. Damos um vale-refeição de quase um salário mínimo para o nosso funcionário, independente da jornada diária que ele cumpre na empresa. Quanto ao atendimento com creche, mantemos um sistema diferenciado do da maioria das empresas. Na Folha, a mãe escolhe a creche e a empresa faz o reembolso dentro de um limite.
O diretor também ressalta que a política adotada para o quadro de funcionários faz parte dos objetivos da Folha de contemplar com respostas de primeira linha às necessidades de todos os segmentos envolvidos na empresa: o acionista, o colaborador, os parceiros, os clientes e a comunidade. Estes são os cinco grandes objetivos da Folha.


