Ousadia ajuda empresa a conquistar mercado
Há 15 anos, uma consultora de vendas do pequeno município de Santo Inácio (Noroeste do Estado) percebeu que comercializar lingerie era um bom negócio. Em pouco tempo, ela se tornou promotora de uma grife carioca, logo passou a comprar o próprio estoque e não demorou para dar o passo que redefiniria os rumos de sua vida: montou a sua indústria. Primeiro de pijamas, depois de lingerie. Hoje, a ex-consultora Meire Duque, 39, e o filho Vinícius Peinado, 24, estão à frente de uma empresa que produz 60 mil peças por mês e cresce 10 vezes mais que o resto do mercado de lingerie no Brasil, que por sua vez cresce 4% ao ano.
A Aimê Lingerie, com sede em Londrina, ainda mantém o sistema de venda direta, feita de porta em porta por consultoras, mas já tem lojas próprias em quatro municípios, duas delas em Cuiabá-MT, e 30 distribuidores em todos os estados do País.
O crescimento fora do comum nos últimos anos pode ser explicado por alguns diferenciais da marca: a fabricação de peças praticamente exclusivas, a ousadia dos modelos - alguns se assemelham a semijoias, com uso de pedrarias, pérolas e cristais - e o sistema de pronta-entrega. ''A maioria das fábricas trabalha com pedidos. Nós não trabalhamos com encomendas e colocamos, em média, três novos produtos por dia no mercado'', revela Peinado.
De olho nas tendências internacionais - no dia da entrevista Meire encontrava-se em Paris -, a grife aposta no perfil independente das mulheres deste início de século. ''As jovens de hoje são filhas das mulheres que causaram uma revolução no mercado de trabalho. Sabem o que querem'', analisa o proprietário da marca.
Em suas lojas, reina o clima de sedução, com muitas imagens em tamanho natural de mulheres usando belas lingeries, móveis sofisticados, manequins em poses sugestivas e cabides recheados de peças íntimas que estão há anos-luz das tradicionais ''cor da pele''.





