Na fauna dos gurus corporativos, não faltam espécies, digamos, exóticas. Há quem acredite que, quanto mais inusitada a embalagem, melhor. Como o paulista Helder Moreira, cuja profissão é viajar pelo País com a palestra ''Lições de Existência de Elvis Presley''. Sim, ele é um cover do Rei do Rock! E faz analogias entre a trajetória das empresas e o sucesso do cantor (que morreu deprimido e entupido de remédios, mas isso deve ser apenas um detalhe).
Ilusionistas também estão em alta no mercado. Um do mais procurados é o catarinense Dalmir Sant'Anna, que registrou para si o nome-marca ''Palestrante Mágico'' e vende seus truques como ''uma ferramenta diferente e interessante de treinamento e aprendizado''. Não, ele não serra executivos no meio.
Diferente mesmo deve ser a palestra da atriz carioca Narjara Tureta. Ex-estrela mirim da Rede Globo, a filha de Regina Duarte em Malu Mulher caiu no ostracismo quando amadureceu. Acabou virando vendedora de água de côco na praia de Copacabana para sobreviver - e agora tenta a sorte como palestrante motivacional. Seu colega João Signorelli, também ex-global, é um pouco mais experiente. Há mais de dois anos, veste-se como Ghandi e apresenta em empresas o monólogo ''O Líder Servidor''.
Nessa linha ''paz e amor'', mas com mais profundidade, destaca-se o empresário e consultor Petrúcio Chalegre, de Florianópolis. Com mais de 40 anos de serviços prestados a grandes companhias brasileiras, Chalegre deu uma guinada existencial ao se aproximar do zen budismo. Hoje, atende pelo nome de Monge Genshô e ensina como ''conciliar a prática espiritual com uma atuação ética no mundo corporativo''.
Em direção radicalmente oposta está Paulo Storani, ex-capitão do Batalhão de Operações Especiais do Rio de Janeiro (Bope). Sua palestra baseada no filme Tropa de Elite já é um dos maiores hits do momento. Storani compara missões de combate ao crime com metas comerciais e incita a audiência a repetir gritos de guerra. E se alguém não gostar, que peça para sair. (O.G.)

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