Imagem ilustrativa da imagem Os sabores da nossa história
| Foto: Olga Leiria


Crocante por fora, fresquinho por dentro
  No pequeno balcão da Pastelaria Utopia, no Calçadão de Londrina, os irmãos Isabel e Osório Takahira não se cansam de escutar elogios ao salgado que segue uma receita de família: o bolinho de carne. Para vender uma média de 150 unidades por dia, foi preciso muito mais que 18 quilos de carne e tempero verde. Isabel ficou 30 dias sem parar, aprimorando a receita da mãe até chegar ao ‘‘utópico’’ bolinho de carne: crocante por fora e fresquinho por dentro.
  ‘‘Só eu tempero. Tem muita gente que pede a receita e vou logo respondendo que é segredo de família’’, conta Izabel, descendente de pai e mãe japoneses que vieram trabalhar na lavoura e anos depois, em 1982, abriram o ponto. ‘‘Antes a gente vendia na rua’’, diz Izabel.
  Orgulhosa, ela conta que seus bolinhos já foram para outros estados como Mato Grosso e Bahia, e que celebridades também aprovaram seu quitute. ‘‘Nossa propaganda sempre foi o boca a boca e tivemos a honra de servir muitos políticos, como o ex-presidente Lula e atores como Diogo Vilela e Ney Latorraca’’, afirma.
* Preço por unidade: R$ 3,60


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| Foto: Olga Leiria


Quase meio século de fornada
  Quando os descendentes de libaneses firmaram endereço na Rua Mato Grosso, no centro de Londrina, investiram na especialidade da família de Salime Dakkache: as esfirras de carne e queijo. O sabor e a originalidade do prato típico fizeram tanto sucesso, que há 47 anos gerações de famílias não deixam de frequentar os balcões do Kiberama.
  ‘‘Minha avó fazia muito em casa. Minha mãe aprendeu a receita e passou para mim. Nós fomos adaptando até chegar ao ponto ideal’’, diz Salime, que hoje administra – junto com filhos, noras e netos – o negócio fundado em 1965 pelo marido Michel, já falecido.
  Diariamente, são vendidas mais de 600 esfirras (abertas e fechadas) de carne e queijo. Os salgados, segundo Salime, ‘‘são a cara de Londrina, porque muitos clientes vêm aqui dizendo que esse era um programa típico dos pais e avós’’. Além dos 75 quilos diários de farinha e o tempo exato de forno, as esfirras do Kiberama têm um sabor histórico que parece não ter fim. ‘‘O maior ingrediente é o amor pelo nosso trabalho’’, acrescenta.
* Preço por unidade: R$ 4 (fechada) e R$ 4,50 (aberta)


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| Foto: Olga Leiria


O hot dog de Londrina
  O desejo de ter o próprio negócio não só virou realidade como se transformou em um verdadeiro sucesso. Com 21 anos no mercado, o cachorro-quente do londrinense Arnaldo Tsuruda é um dos mais vendidos na cidade e bem conhecido na região.
  O negócio, que começou em um carrinho de rua na Avenida JK, atingiu uma média de 500 lanches por noite. ‘‘Foi então que resolvi ampliar em sociedade com meu irmão Cláudio (Tsuruda), minha esposa Fabiane (Tsuruda) e o Pedro (Pagani), que antes era meu funcionário’’, diz Arnaldo, que acredita na tradição da marca.
  ‘‘Estamos atendendo a segunda geração de clientes londrinenses e também de cidades vizinhas’’, salienta. Arnaldo explica que quando começou todo mundo fazia o cachorro-quente tradicional. ‘‘Resolvi inovar acrescentando o frango desfiado, além do molho especial e a maionese, que garantem o sucesso e são receitas adaptadas de amigos e funcionários’’, observa o empreendedor, que hoje tem duas lanchonetes funcionando na cidade.
  Com uma linha de produção em grande escala, Arnaldo emprega hoje 55 funcionários diretos e 30 indiretos. ‘‘É um mérito de toda a equipe’’, diz com orgulho sem revelar a quantidade vendida.
* Preço por unidade: R$ 6


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Um sonho de bolinho
  Tem muito londrinense que anda sonhando com o bolinho de queijo do Bar Lorena. Pelo menos, é o que dizem muitos dos que aproveitam a passagem pela Rua Quintino Bocaiúva para matar a vontade do salgado.
  Sempre no comando de famílias de imigrantes japoneses, o bar recebe o nome de uma colônia muito conhecida na região de Londrina, nos tempos em que a terra vermelha era destino de japoneses. Não foi diferente com os avós de Sueli Kihara, que viu a mãe Harumi assumir a cozinha do Lorena em 1970. ‘‘Ela parou no ano passado por motivos de saúde. Foi então que eu e meu marido assumimos’’, conta Sueli.
  ‘‘Foi difícil acertar a mão no começo, mas acabou dando certo’’, diz Aldo sobre o aprendizado do modo de preparo da especialidade, que vende em média 100 unidades por dia. ‘‘Acho que é um salgado tradicional em Londrina porque as pessoas comentam. Além disso, tem gente que até já congelou para levar para os Estados Unidos’’, conta com modéstia Sueli, que não revela a receita por nada. ‘‘Esse é o segredo’’, brinca.
* Preço por unidade: R$ 3,50


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| Foto: Gustavo Carneiro


Fórmula secreta
  Em uma das esquinas mais tradicionais de Londrina, é a vitamina que rouba a cena. Inaugurada há 44 anos, a Pastelaria e Vitamina Sergipe ganhou fama com uma receita de imigrantes japoneses guardada a sete chaves. Fundado em 1968, na Rua Sergipe, pela família de Jorge e Wilson Sekiyama, o estabelecimento é até hoje uma referência na cidade. Porém, a vitamina só foi se popularizar há 20 anos.
  ‘‘Ela não ficou famosa de uma hora para outra. Foi aos poucos, mas hoje, vir aqui se tornou um programa tradicional de quem passa pelo centro’’, diz Jorge, que aprendeu a preparar a vitamina com uma tia, dona da misteriosa fórmula.
  ‘‘As pessoas especulam sempre. Todo mundo quer saber a receita e eu acabo respondendo que a receita é vir tomar uma aqui’’, brinca. O sucesso é tão grande que a qualquer hora do dia o movimento é intenso.
  Tudo isso fez do lugar um ponto de encontro também de muitos políticos de passagem por Londrina, como José Serra, e famosos como o cantor Luan Santana, que, aliás, parou por ali há poucos dias para saciar a vontade.
* Preço por unidade: R$ 4


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| Foto: Olga Leiria


Uma dúzia para viagem
  São 35 anos de fama. Assim que foi inaugurado o Terminal Rodoviário de Londrina, o Restaurante e Lanchonete 24 Horas abriu as portas. Entre o embarque e o desembarque de passageiros, a coxinha de frango se tornou um verdadeiro sucesso, tanto é que de meia em meia hora uma nova leva é frita.
  Diariamente, são servidas 1.300 coxinhas de frango e 400 de carne. Por trás de toda a massa feita com muita mandioca ou batata, existe a receita criada por um casal de japoneses, que em 1977 vendeu a lanchonete na Rua Brasil para o pernambucano Cícero Augusto da Silva, que em 2000, abriu o ‘‘24 Horas’’.
  Durante a negociação de venda do ponto comercial, ficou acordado que a receita de sucesso da coxinha seria repassada ao pernambucano, que apostou todas as fichas no salgado, hoje o mais consumido em seu balcão. ‘‘Como estamos em um lugar de passagem, tem clientes de muitas cidades que conhecem nossa coxinha. Muitos levam uma dúzia por viagem para fritar depois em casa’’, conta o gerente Marcelo Pereira da Silva.
* Preço por unidade: R$ 3,80

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