Os primeiros a chegar
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
Carlos Eduardo Kiatkoski<br>Equipe da Folha 
Caiobá Enfim o verão. Muitos esperam desesesperadamente por essa época do ano. A maioria busca refúgio nas praias, para assim aproveitar o sol e todo o calor dessa época do ano. Alguns, inclusive, chegam antes das festas de fim de ano para escapar dos engarrafamentos, e porque não, aproveitar mais as tão merecidas férias de verão.
Com a praia ainda vazia é possível ver pessoas aproveitando para praticar esportes ao ar livre, além das tradicionais brincadeiras na areia. Longe do que se torna o litoral nesta época do ano, as ruas ainda vazias recebem os últimos retoques para receber os turistas que vem curtir o verão.
Ainda é possível encontrar muitas casas e restaurantes fechados, além das ruas desertas. Segundo a Associação de Hotéis, Pousadas, Restaurantes, Bares e Casas Noturnas do Litoral (Assindilitoral), a taxa de reservas para o Natal é de 50%, o que deve aumentar mais próximo do Réveillon, quando são esperados 1,6 milhão de turistas.
Os espaços na areia não são disputados palmo a palmo como ocorre no auge da temporada, quando milhares de guarda-sóis dominam a paisagem das praias. Ainda é possível ouvir o barulho das ondas quebrando na areia sem a interfência das buzinas ou do som de um carro estacionado há alguns metros de distância. O cenário ideal para quem realmente quer desfrutar da
beleza do litoral.
É nesse cenário que o casal de Paranavaí, Marcos Olivetti e Satomi Olivetti desfruta no início da temporada com seu filho João Pedro, de oito anos. Há dez anos eles buscam o sossego do início do verão. Porém, para Marcos este início de temporada ainda está fraco em relação aos outros anos. Estou surpreso com o número muito baixo de pessoas, constata. A família está em Caiobá desde o dia 10 de dezembro, e pretende passar um mês no litoral.
A viajem de 650 Km da cidade até o Balneário de Matinhos é feita em ritmo de férias e com direito a várias paradas. Viajo sem pressa de chegar, aproveito para parar em Curitiba e passear um pouco com a família, comenta ele.
Para Marcos, a falta de opções nas praias do litoral paranaense em dias de chuva são motivos de tristeza. Aqui não tem muita opção quando não tem sol. Para ele, a saída é subir a serra e passear na capital.
Enquanto a chuva não vem, o trio se diverte nas areias ensolaradas de Caiobá com direito a construção de projetos arquitetônicos temporários na areia, um reforço no bronzeado e muita água de coco para refrescar.
O retorno da família está agendado somente para a primeira quinzena de janeiro. Até lá, os três pretendem aproveitar ao máximo as praias.


