A ilha de Manhattan, que foi cenário do mais terrível atentado terrorista na história dos Estados Unidos, se mantinha ao amanhecer de ontem isolada do resto do mundo. Todos os túneis e pontes de acesso estavam fechados, com exceção do trânsito que sai de Manhattan. A polícia suspendeu também a circulação ao sul da rua 14, que atravessa Manhattan de leste a oeste e que se encontra a uns 3 km do bairro financeiro devastado.
O trânsito nos outros bairros de Nova York também estava afetado.
Nova York, uma cidade que se orgulha de nunca dormir, permaneceu ontem em recesso, devido ao fechamento da bolsa e das instituições financeiras, das escolas, dos tribunais e dos principais lugares frequentados pelos turistas, como o edifício Empire State.
As principais ruas de Manhattan, costumeiramente supermovimentadas, permaneciam desertas.
Também como uma consequência inesperada do isolamento de Manhattan, os nova-iorquinos se viram privados, ao menos nas primeiras horas, de jornais, tendo de contentar-se com as informações eletrônicas e os noticiários das emissoras de rádio e televisão.
Pentágono - O Pentágono voltou ao trabalho ontem, enquanto os bombeiros continuavam apagando o fogo restante no prédio danificado pelo avião de passageiros da American Airlines que se chocou contra parte do edifício.

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