Os indicados do público
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segunda-feira, 23 de março de 2009
Diogo Cavazotti<br> Equipe da Folha 
O Festival de Teatro chega na metade e o público mais fiel já aponta os favoritos da mostra Fringe. Os estudantes de artes cênicas de Florianópolis (SC), Anderson Luiz do Carmo e Nina Bamberg, estão em Curitiba apenas para acompanhar a programação do evento. Até agora indicam "Amêsa", com relatos de uma angolana sobre a Guerra Civil do país, e "Van Gogh - O Suicidado pela Sociedade", sobre uma jovem de 15 anos que compõe músicas em homenagem ao pintor. A dupla também gostou de "Refugo", da companhia O Pequeno Teatro de Torneado, de São Paulo, com 16 pequenas cenas independentes mas que se cruzam em determinado momento.
Nina é veterana no Festival. Essa é a quarta edição do evento que acompanha. Na opinião da estudante, este ano a programação está fraca. "Antes tinha peça em diversas partes da cidade. Este ano percebi que não. Os horários também não ajudam quem faz a maratona de assistir vários espetáculos no mesmo dia. Tem peça ao meio-dia e depois só às 15 horas", opina Nina.
Esta é a primeira vez que Anderson acompanha o evento. Ele acha que a programação está equilibrada. "Tem coisa boa e coisa ruim. Assisti algumas muito mal feitas". Ele cita como exemplo o Floripa Teatro, festival realizado na capital catarinense. "Lá o evento é muito menor, mas a seleção para entrar na programação é rigorosa. Então existe mais possibilidade de ver trabalhos interessantes".
No ano passado Nina assistiu a 35 espetáculos e gastou R$ 350,00 em ingressos. "Como o festival daqui tem muita peça no Fringe, os ingressos deveriam ser mais baratos. Acho caro um estudante pagar R$ 10,00 como meia entrada".
A opinião do também estudante Henri Hellstrom é diferente em relação à programação. Este é o terceiro ano seguido que acompanha o Fringe e acha que esta edição está superior. Ele e a amiga italiana Gulia Cosci indicam os espetáculos "A Caravana da Ilusão", com poetas, cantores, mágicos, malabaristas e saltimbancos, e "O Culto", com questionamentos filosóficos sobre a sociedade.
Gulia conta que na Itália também existem festivais de teatro, mas não são como o de Curitiba. "Aqui tem apresentações nas ruas. É mais divertido". A dupla segue até domingo acompanhando as novidades do Fringe. Nos próximos dias, diversas peças estreiam na cidade. Leia mais sobre o Festival de Teatro no Folha 2.


