A Prefeitura de Curitiba abriu no dia 29 de outubro os envelopes contendo a documentação dos concorrentes para contratação das obras de reforma do Horto Municipal do Guabirotuba. De acordo com a prefeitura, ao todo 14 empresas apresentaram proposta.
  Segundo Edélcio Marques dos Reis, diretor do Departamento de Produção Vegetal da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, Curitiba tem dois hortos municipais: o do Guabirotuba, onde são produzidas flores e forrações, e o da Barreirinha, com produção de árvores e arbustos. ‘‘100% da produção é voltada para ornamentação de lugares e repartições públicos e também para campanhas, de doação e conscientização, como na Semana do Meio Ambiente e no Dia da Árvore’’, explica Reis.
  De acordo com a Prefeitura de Curitiba, a reforma do Horto do Guabirotuba é uma compensação pelas obras da Linha Verde. A produção atual do horto, que é de dois milhões de unidades por ano, será ampliada para 2,5 milhões, pois haverá aumento de demanda, já que com a Linha Verde a cidade ganhará mais 22 quilômetros de avenidas, onde será necessário fazer o paisagismo e a ornamentação. As obras da reforma do horto estão orçadas em R$ 4 milhões e representarão a primeira reforma completa do Horto do Guabirotuba desde que foi criado, em março de 1936.
  A previsão é que as obras estejam concluídas até junho de 2008. ‘‘A reforma vai possibilitar a modernização das instalações e a implantação de técnicas de produção que não usamos hoje, como estufas de germinação e produção em bandejas, esta última um sistema que proporciona menos perdas e mais agilidade do que o modelo que utilizamos atualmente’’, explica Reis. ‘‘Além disso, uma área será aberta para lazer da comunidade, com bosque, campo de futebol e arboreto. Outras melhorias serão uma escolinha de jardinagem e um auditório para palestras técnicas’’. Ainda neste ano, a prefeitura deverá licitar a compra de novos equipamentos para o horto, com um custo previsto de R$ 1 milhão.
  Na cidade que ficou conhecida como Capital Ecológica, os hortos municipais têm grande importância. No Horto do Guabirotuba, numa área de 59 mil metros quadrados, são produzidas flores e forrações de 120 espécies diferentes, como tagetes, begônias, beijinhos e cinerárias. O diretor explica que as flores do Guabirotuba têm um ciclo de vida de no máximo 180 dias, entre a chegada da semente ao horto e a substituição nas ruas.
  ‘‘Atualmente, há cerca de 1,8 mil floreiras instaladas no Centro de Curitiba, em vários locais, como a Rua XV, a Barão do Rio Branco, o Largo da Ordem. Os pratos vão prontos. Todas as flores em locais públicos são substituídas a cada três ou quatro meses’’, relata Reis.
  No Horto da Barreirinha são produzidas 150 mil mudas por ano. A equipe trabalha com vários tipos de árvores e arbustos: ipês, pau-ferro, sibipirunas, quaresmeiras, açoita-cavalo. Atualmente, no Horto da Barreirinha, criado em 1959, são produzidas unidades de 180 espécies nativas. A produção de espécies exóticas está sendo gradativamente reduzida.
  ‘‘O Horto da Barreirinha recebeu muitas melhorias nos últimos anos. Construímos um galpão para preparo e acondicionamento de substrato, instalamos irrigação em três caramanchões (áreas sombreadas para desenvolvimento e aclimatação) e estamos fazendo um pátio de compostagem. A produção atual já atende a demanda com boa folga’’, diz Reis.

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