Os homens preferem as loiras?
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quinta-feira, 03 de julho de 1997
Simone Mattos 
Fátima FiúzaAdriana Del Claro, modelo da agência Ford, diz que já foi morena, por isso sei que ser loira chama mais atenção.Eles preferem as loiras, mas se casam com as morenas. Certo? Não sei. Ninguém sabe. Ser loira se transformou em questão de honra para algumas e em obsessão para outras. Mas, quem sabe onde está o limite entre o belo e o vulgar, entre a Loiraça Belzebu, do Fausto Fawcett, e a Linda Loirinha, do Braguinha? São os limites tênues entre as loiras geladas e as burras, passando pelas irresistíveis loiras fatais, que geram polêmicas em torno da questão: Ser ou não ser mais uma platinada???
Curitiba. Campeã nacional de blondies por metro quadrado. Nunca vi tantas loiras como aqui, comentou Jô Soares, da última vez em que esteve na cidade. Questão de honra, obsessão, mito ou magia, não interessa o motivo: é inegável que elas chamam atenção!
Loira típica, curitibana e assumida. A beldade Adriana Del Claro, 23 anos, modelo da agência Ford, acredita que o estereótipo de Deusa padrão, concedido às loiras, continue existindo. Já fui morena e posso afirmar que ser loira chama mais atenção, garante.
Ela nasceu com os cabelos castanho claros, mas faz acetinagem, mechas e tintura para deixá-los loiríssimos. Preciso retocar a cada 20 dias e tenho que abrir mão de várias coisas como a natação.
Sem medo de ser chamada de loira burra, ou qualquer outro título pejorativo, Adriana afirma que isto jamais aconteceu com ela. São chamadas assim aquelas meninas sem personalidade, que não tem nada na cabeça e usam o cabelo loiro como se fosse um uniforme, só para tentar conseguir algo a mais, explica.
Na contra-mão do exército de loiras, a publicitária Daniela Osellame, 26 anos, sente calafrios só de pensar em ser chamada de perua. Por isso abriu mão de sua longa cabeleira cacheada, em tons naturais de loiro claro dourado: há mais de um ano ela usa cabelos curtos, totalmente descoloridos e pintados de branco. Decidi que era a hora de radicalizar. Eu não queria parecer uma patricinha, mas ter um visual mais moderno, mais maluco, conta. Meus cabelos agora estão além do loiro, brinca.
Hoje Daniela é escrava de suas raízes: faz uma descoloração e uma tintura a cada trinta dias e admite que o processo dói pra caramba. Além disto, ficou um mês sem falar com a mãe, que até hoje não se conforma. Apesar das dificuldades, não vacila ao afirmar que valeu a pena. Não me arrependo, porque fiz o que queria, não foi para agradar alguém, conta.


