Para participar do projeto o processo de seleção não é fácil. Depois de enfrentar a fila, o jovem e o seu responsável devem apresentar alguns documentos exigidos. Em seguida os candidados passam por entrevistas individuais feitas por pedagogos, psicólogos, sociólogos e assistentes sociais. A entrevista é feita na casa do jovem, para também avaliar o ambiente em que ele vive.
Jessica dos Santos Ferreira é uma das beneficiadas pelo projeto. Ela é guarda mirim há 1 ano e se inscreveu após a indicação de um amigo. Hoje trabalha como recepcionista em uma empresa e ganha R$ 420 por mês. Com esta oportunidade, Jessica não pensa em parar. ''Pretendo fazer faculdade e cursar Secretariado Executivo''.
Outra participante do projeto é Jaqueline Castro, que também já possui emprego. A irmã da jovem não teve a mesma sorte e foi reprovada no processo de seleção. Hoje Jaqueline faz planos de cursar Arqueologia. Ela acredita que se não tivesse sido aprovada não teria as mesmas oportunidades que possui hoje. ''Com certeza estaria entregando panfleto de candidato'', conta Jaqueline.
O diretor Nivaldo Vieira Lourenço explica que a disciplina faz parte da rotina dos guardas mirins. É proibido o uso de celular dentro do centro de integração. O uniforme deve estar sempre limpo e os cabelos bem presos.
Caso seja excluído da empresa em que trabalha, automaticamente também sai do projeto. Desacatar os funcionários da instituição é inadmissível. Cada vez que o adolescente chega atrasado ou falta ele perde pontos. O jovem entra com 30 pontos. Quando perder todos é expulso.
O Paraná é pioneiro neste projeto. Estados como Minas Gerais e Bahia já realizaram ações semelhantes e ligaram para o centro de integração do Paraná para perguntar como funcionam as atividades realizadas aqui.
Os jovens carentes ganham o uniforme mas quando recebem o salário pagam por ele, com o objetivo de já aprender o valor do dinheiro. Deficientes também podem se inscrever para ser um guarda mirim. (D.C.)

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