Kraw PenasAlguns dos vinhos do Porto que encantaram os que foram ao Woodside aprender um pouco com o enólogo Guilherme Moreira RodriguesO vinho do Porto tem uma história que começa em meados do século 17, numa cidadezinha portuária da região do Vale do Rio D’Ouro, em Portugal. Os primeiros a descobrirem as delícias da bebida, depois dos portugueses, foram os ingleses. Aos poucos ela se espalhou pelo resto da Europa até conquistar os cinco continentes.
Figurando entre as bebidas mais apreciadas em todo o mundo, o vinho do Porto mereceu uma noite especial na série de eventos promovida pelo bar e tabacaria Woodside, em comemoração ao primeiro ano da casa. O enólogo Guilherme Moreira Rodrigues, membro da Confraria do Porto de Portugal, deu uma palestra sobre a história e as características do vinho. A platéia degustou os vários Portos, desde o extra-seco ao mais suave.
SupermercadoO Brasil consumiu amplamente o vinho do Porto do século passado até a instauração do Estado Novo. Quebrou-se a tradição, reatada décadas mais tarde, mas nos últimos 15 anos as taxas de importação voltaram a tornar a bebida proibitiva. Ela está de volta no cálice dos brasileiros e, segundo Rodrigues, a preços acessíveis para todos os bolsos.
Nas gôndolas dos supermercados podem ser encontradas garrafas a partir de R$ 9,00. Daí para o infinito, é uma questão de poderio econômico. As safras mais famosas do século, como de 1927, 1945, 1955 e 1966 chegam a preços exorbitantes, mas as raras unidades são compradas em leilões, explicou Rodrigues.
Os Portos, levemente adocicados, levam os nomes de suas regiões produtoras, como Borgonha e Champanhe. De extrema qualidade, são acondicionados em garrafas que trazem um selo conferindo a autenticidade. Existem até vinhos com a especificação ‘‘tipo do Porto’’, impressa no rótulo, fabricados no Brasil. Porém os Portos verdadeiros ostentam o selo, no alto da garrafa, e não se tem notícia de possíveis falsificações. Neste caso a lei é severa e ninguém se atreve, comentou o enólogo.

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