Orientação começa cedo
Na hora de ensinar as crianças sobre a importância dos alimentos saudáveis, escola e família devem fazer uma parceria. É o que defende a pedagoga Thatiana Fontana de Almeida, do Centro de Educação Infantil Gente Alegre. A experiência dela na escola mostra que, quando bem orientada, a criança não só aprende a ter um bom hábito alimentar como leva esse hábito para toda a família. ''Temos crianças aqui que são verdadeiros generais em casa'', brinca. A orientação começa cedo. A partir dos três anos, as crianças já aprendem que o lanche não deve conter ''besteiras'' como salgadinhos e refrigerantes.
E quando o lanche é oferecido pela escola, as atendentes capricham no visual e o cardápio é selecionado por uma nutricionista. Contém, por exemplo, beterrabas e cenouras cortadinhas em formato de palito. ''A criança gosta de ver uma comida bonita. isso conta na hora de oferecer alguma coisa diferente''. Nas aulas de culinária, a alimentação saudável também é tema de estudo. ''Acho que você tem que cercar o tema e trabalhá-lo de todas as maneiras'', destaca Thatiana.
Uma volta no supermercado, com mães, tias e avós acompanhadas das crianças, mostram que nem todos têm essa preocupação. Quando o responsável deixa a criança escolher o lanche, o salgadinho está entre o predileto. É aí que deve entrar a autoridade e o exemplo dos pais. ''Eu compro lanche na escola, mas minha mãe não deixa eu comprar salgadinho, então compro pão de queijo e suco de uva'', diz o estudante Felipe de Oliveira Leite, de 9 anos. Já a garotinha Helena Pinheiro Costa Barcilla, de 5 anos, conta com a decisão da mãe e da avó na hora de escolher o lanche da escola. A avó Marisa Pinheiro Costa diz que a garota prefere sucos, iogurtes e frutas. ''Ela adora uva e é fácil de comer e de levar'', ensina a avó. (K.M.)





