Para fins turísticos, pelo menos, há em Curitiba apenas um pólo gastrônomico oficialmente reconhecido: o de Santa Felicidade. Pensou em frango com polenta, lá certamente é o destino para degustar a combinação. Mas todo mundo sabe (e observa) que existem outros pólos, centros, bairros ou ruas gastronômicas que se estabeleceram naturalmente na cidade. Seja por vocação ou porque um aventureiro ou visionário apostou num lugar, deu certo e outros vieram atrás.
Há mais de 30 anos, foi criado o primeiro restaurante de frutos do mar na Mateus Leme, que já foi batizada até de ''Rua da Praia'' por ser referência desse tipo de comida. Talvez, seja só uma coincidência tantos restaurantes japoneses estarem concentrados na Avenida Iguaçu ou mesmo a sequência de churrascarias na Avenida das Torres.
''Um restaurante abre num determinado local e o seu sucesso acaba puxando outros negócios para a região, pegando uma carona. Esse movimento valoriza a região, ampliando as opções. Tivemos um crescimento grande do setor, nos últimos cinco anos, junto a uma mudança de comportamento dos consumidores'', informa Marcelo Pereira, presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel-PR), dizendo que alguns pólos emergentes seriam o bairro Bacacheri e a Rua Chile.®MDBO¯®MDNM¯
Segundo Pereira, a Abrasel-PR realiza um levantamento completo sobre a escola de gastronomia de Curitiba. O material vai apresentar, por exemplo, a história das primeiras pizzarias, do buffet por quilo e churrascarias da cidade. Também trará a separação dos estabelecimentos por categoria e pretende descobrir por que o público prefere determinada região para comer e por que os investidores optaram por determinados lugares para abrirem o negócio. O levantamento ainda não tem data de conclusão ou lançamento.

mockup